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[[[[[ Sábado, Março 27, 2004 ]]]]]

A Punk Synopsis
Cerca de duas semanas atrás, eu recebi uma carta de um punk dizendo ter sido um fã de Bad Religion.Ele era um fã e deixou de ser por causa dos nossos dois últimos álbuns que não se encaixaram com a definição dele de Punk.Não tinha nenhuma canção contra a instituição, ele alegou(o que aliás não é verdade), então como vocês podem chamar isso de Bad Religion?Aliás,como vocês podem se proclamar punks?Ele continuou dando a entender que nós não sabíamos nada sobre o que é ser Punk porque estávamos trabalhando em algo que não pode ser considerado como tal.Ele estava muito zangado, e intolerante com relação ao que a nossa música recente tinha a dizer.Ele acredita que a santidade do Punk havia sido violada de alguma forma nos nossos dois últimos álbuns(mas ele também disse que os nossos sete álbuns anteriores não eram culpados dessa traição).

No mesmo dia, eu esbarrei com um garoto na rua e ele me reconheceu como o cantor do Bad Religion.Como o cara que havia me mandado a carta, ele também era punk, mas não estava zangado nem inclinado a fazer julgamentos.Nós conversamos por pouco tempo e ele falou sobre como os jovens nos dias de hoje em geral são cada vez mais adversos e agressivos com os estranhos, e não querem escutar ninguém,apenas o grupo fechado e confortável de amigos que possuem.E sobre como as pessoas parecem estar motivadas nos dias de hoje por uma espécie de força invisível para serem ¿closed minded¿(com a mente limitada e fechada para outras coisas).Seu desejo de opinião, e seu foco em assuntos relevantes davam um renovado sentido às coisas e isso me fez lembrar os bons tempos que tive ao lado dos punks que eu vivi e ainda mantenho contato até hoje: abertos, inclusivos, despretensiosos, e não presunçosos, e dispostos a confrontar pessoas ou instituições que aparentam ser injustas.Ao invés de estarmos preocupados em estabelecer uma instituição dentro da qual nós poderíamos excluir outros(o qual, infelizmente, é o que muitos punks realmente querem), nós estávamos interessados em incluir pessoas que se sentiam alheias ou desiludidas com seus campos sociais.

Nesse dia eu experienciei algumas das melhores coisas sobre punk(os tratos exibidos pelo garoto na rua)e as piores coisas sobre punk:o negativo, farisaico e dogmático pensamento do garoto que me escreveu a carta.Ambos achavam suas idéias válidas, porém,eles eram de pólos ideológicos extremamente opostos.Por 16 anos eu sou membro dessa estranha sub-cultura e eu cheguei à conclusão de que existem dois lados:o conservador e o liberal.Nesse sentido trata-se de um microcosmo da sociedade em geral. Julgar e definir o punk de forma universal é uma tarefa tola.Seu significado é confundido em todo lugar pela circunstância contextual.Uma garota de 16 anos de uma família muito religiosa que aparece domingo na igreja com um mocaino verde e uma camiseta ¿Foda-se Jesus¿ é punk.Mas também é punk um professor de Biologia de 42 anos que clama que as idéias de Charles Darwin são falsas.Nenhuma dessas pessoas se viram,nem se encontraram e nem frequentam os mesmos lugares.Mesmo assim,a recusa que eles apresentam frente às instituições e a repugnância frente ao pensamento dogmático os mantêm unidos espiritualmente.Se isso é genético ou aprendido nós não sabemos.Mas eu também me sinto próximo de todos aqueles que têm em comum esses traços.Eu não me sinto coligado com aqueles que são exclusivos,elitistas e que pensam que o modelo de vida deles é o ideal para todo mundo.Minha filosofia de vida se deve sem dúvida aos meus pais que eram ¿cabeça-aberta¿,mas também aos problemas que eu experenciei enquanto crescia.Enquanto eu vejo que muitos outros garotos tiveram experiências bem piores que a minha, eu descobri que muitas outras pessoas que se dizem punks,passaram por experiências similares.
Em 1976,com 11 anos de idade eu me mudei com a minha mãe e o meu irmão para San Fernando Valley em Los Angeles.Como milhões de vítimas de divórcio nos anos setenta,eu tive que conviver com o fato de que meu pai estava desde então morando longe(em Racine,Wisconsin)e eu não iria vê-lo tanto quanto os outros garotos viam os seus.Essa dor ficou ainda maior em função da confusa alienação que sentia sendo um garoto de Wisconsin agora no Junior High School no distrito unificado escolar de Los Angeles. Eu tinha entrado num ambiente diferente de tudo aquilo que tinha visto em 11 anos de vida.Eu tinha um cabelo fofo ondulado castanho escuro que era impossível de ser moldado com os cabelos rock-and-roll dos anos 70 que eram muito populares.Eu usava uma camisa para crianças do ¿K-Mart¿ de veludo e calças de veludo cotelê porque nós não tínhamos muito dinheiro.Eu tinha sapatos também baratos que eram do ¿K-Mart¿ ou do ¿Payless¿(Pague menos),sempre com logos estúpidos que imitavam as marcas verdadeiras e populares que os outros garotos usavam.
Eu tinha uma ¿Sears 10-speed¿ que era pesada, lenta e não pulava ou derrapava.Eu tinha um skate de plástico com rodas barulhentas que era totalmente inapto para as pistas de skate que eram muito famosas no sul da Califórnia.Eu nunca tinha ido à praia em toda a minha vida,e pensava que era um lugar somente para nadar,e não como um símbolo para a vida das pessoas.As pessoas me perguntavam,ei cara,você ¿festeja¿?Eu pensei em nossas festas anuais de ano novo quando ainda morava em Racine.A gente ficava até depois de meia noite e comia sorvete e bebia refrigerante,mas outras festas que não fossem desse tipo eu não conhecia muito bem.Demorei seis meses para descobrir que ¿festejar¿ era sinônimo de ficar bêbado ou drogado.
Eu via os meus colegas do sétimo ano chegarem em sala com os olhos entreabertos e sorrisos eufóricos fedendo à maconha(naquele época eu não sabia ainda que odor era aquele).Eles tinham ainda projetos secretos que só botavam em prática quando o professor,o Senhor Feers,tirava uma pausa para o cigarro.Eles faziam ¿bongs¿ e após um bom tempo os observando, um deles me disse:Ei cara!Olha o meu bong,não é do caralho?Naquela época eu ainda não sabia o significado daquela coisa e muito menos porque eles faziam aquilo tudo às escondidas.
Tudo o que eu sabia era que tinha algum segredo estranho sobre aquilo tudo,e eu não era um dos caras que seria benvindo a compartilhar aquele segredo.Os garotos melhoravam de posiçao social quando revelavam seus conhecimentos da cultura rock and roll e dividiam suas coleções de baseados.Se você aceitasse suas ofertas,você era um deles,uma pessoa confiável.Se você tivesse medo de aceitar,você era um perdedor.Em outras palavras,se você nadasse junto com a corrente,complacente e sem questionar nada,você era aceitado e recompensado com status social.Se você questionasse as normas,ou fosse contra o sentido da corrente de alguma maneira,sua posição social ia ladeira abaixo.
Eu fiquei diminuído com aquela pressão toda.Impossibilitado de competir com eles mas não querendo me fechar, acabei ficando amigo de uma classe particular de pessoas que eram classificadas como geeks, nerds, kooks, dorks, wimps e pussies(ou wussies se você fazer uma combinação com esses últimos dois nomes).A gente saia junto e fazia muitas coisas criativas depois da escola, mas o maior alívio para o meu sofrimento veio da música.Nós tínhamos um piano que eu tocava e cantava músicas que eu aprendia de ouvido.Eu queria ganhar uma identidade musical exatamente como os colegas de escola, mas as bandas daquela época que formavam a cultura das drogas,não me inspiravam:Led Zeppelin, Rush, Kiss, Journey, Foreigner, Styx, Ted Nugent, Bad Company, Lynard Skynard entre muitas outras.Felizmente, com 14 anos de idade eu tinha descoberto um programa de rádio aos sábados e domingos que dava oportunidade às bandas locais de Los Angeles.Eu descobri a rádio porque eu era o único em Los Angeles que tocava Todd Rundgren de vez em quando.Um amigo meu em Wisconsin e eu crescemos ouvindo Todd e Utopia porque eles eram rock melódico,mas um tanto abaixo da corrente da música popular.Essas características ainda me atraem hoje em dia e estão muitas vezes guiando minhas preferências para outras bandas.
Eu não posso exagerar a importância desse programa de rádio no desenvolvimento da minha personalidade musical.Se chamava Rodney on the Roq(na estação KROQ) e provou que havia uma comunidade inteira de pessoas lá naquela mesma cidade que usavam a música para compartilhar suas alienações e confusões em relação à cultura em torno delas.Essa estação de rádio também provou que você não precisava ser um virtuoso ou ter um contrato assinado com uma grande gravadora para que suas músicas estivessem tocando.As gravações não eram engenhosas produções caríssimas.Muitas vezes Rodney colocava simplesmente fitas demo,ou discos de acetato(vinyl singles ou e.p.s).Era muito vulgar mas inspirador pela sua simplicidade.
Eu queria fazer parte daquela comunidade de músicos.A música era sincera e cheia de desespero.Falava do sofrimento que vinha da pressão para agir de acordo com as leis, o peso que é colocado sobre nós por aqueles que estão no poder e a celebração ao fazer parte de uma comunidade de pessoas desajustadas sem poder algum.Essa música era feita por diversas bandas com diferentes influências.Eu me tornei punk aos 15 anos.Eu cortei o meu cabelo ondulado muito curto, o pintei de preto e fiz minhas próprias camisas.Eu era bastante criativo e com o passar dos anos já tinha feito composições no piano junto com os meus amigos tocando ¿pots and pans¿ e usando gravadores ordinários.A gente tava decidido em mandar uma fita para o Rodney on the Roq.Mas antes que qualquer coisa pudesse ter sido realizada, eu fui apresentado por um amigo ¿wussie¿ para os caras que iriam formar comigo a banda Bad Religion.No final daquele mesmo ano, 1980, eu tinha feito minha primeira gravação e o Rodney a tocou.Um verdadeiro artista com gravação no rádio como colega de classe, usualmente tornaria qualquer pessoa um herói, mas meus colegas de classe eram totalmente contrários a essa nova subcultura.Não era o tipo de música que glorificava o sexo, as drogas e o rock and roll.Não era alegre e não inspirava as pessoas a ficarem chapadas.Eu era visto como um inimigo em relação às suas filosofias de vida.Tínham outros dois punks na escola além de mim e volta e meia éramos espancados por pessoas na escola só par causa de nossa preferência musical.
Isso me deixava assustado mas ao mesmo tempo me fez sentir poderoso.Constatei como a maioria dos conformistas eram frágeis e como eles perdiam o controle muito facilmente.Eu achei consolo em comunidades de outros punks de outros escolas e todos com histórias similares de opressão e abuso.Minha casa se transformou num ponto de encontro e nossa garagem virou um lugar de ensaios(minha mãe era tolerante, mas como estava sempre no trabalho, não havia intervenção de nenhum adulto).Eu comecei a sentir que havia um caminho para lidar com a desilusão do meu ambiente cultural.Mas foi questionando e desafiando e não aceitando e se conformando com as coisas.
Essa postura provavelmente me tornou uma pessoa mais compreensiva em relação à interação social dos seres humanos e um melhor crítico;mas também me fez mais cínico,e menos compreensivo com aqueles que estavam perto de mim mas não eram punks, e portanto retardou minha habilidade em construir relações íntimas.Nós, punks, éramos ligados por aquilo que pensávamos ser uma causa profunda, nosso desejo em superar a pressão social que recebíamos.Era uma suposição implícita de que todos nós tínhamos os mesmos sentimentos porque éramos tratados igualmente pela sociedade.A ênfase estava sempre voltada para o distúrbio coletivo e não em problemas particulares de cada um(tínham mais músicas sobre nós, nossos do que sobre eu, meu e mim).Talvez tenha sido por isso que muitos amigos meus ficaram enganchados em drogas pesadas e muitos deles se mataram.Meus amigos punks não praticavam compreensão, nós apenas exibíamos tolerância.
Esse defeito se estendeu naturalmente para os sexos.Eu apenas assumi que as garotas eram iguais em todos os níveis.Elas se vestiam da mesma maneira,tinham cortes de cabelo similares e ainda ¿pogavam¿ com nós garotos.O sofrimento delas era o nosso sofrimento, era o que eu sentia.Eu nunca pensei que talvez elas enxergassem a cena punk sob uma única perspectiva.Questões sobre mulheres não faziam parte do nosso programa de discussões.Ambos os sexos estavam muito ocupados sendo inflexíveis e resistentes.Infelizmente,isso também era uma desculpa para não chamar atenção para as diferenças entre os sexos.Hoje eu me vejo como uma pessoa que sabe respeitar as atitudes das mulheres, mas sou péssimo para entender suas necessidades.E o tempo com os meus amigos(homens) é gasto falando sobre assuntos mundanos(gozos materiais) ou problemas que ocorrem no mundo e não desejos e sentimentos pessoais.Isso interferiu com numerosas amizades e corroeu minha habilidade para ser um bom marido.
Eu decidi ir para a faculdade.Antecipei que este seria um local onde vozes dissidentes seriam reconhecidas e aplaudidas.Essa visão romântica me chamava.Adorava tocar com a minha banda e contribuir para o desafio da música ¿mainstream¿,mas eu queria mais.Sentia uma ânsia em questionar mais a sociedade e não apenas a música e as modas das pessoas.Eu vi que eu poderia tocar na banda nos finais de semana e férias e poderia escrever sobre os assuntos relevantes que discutia na faculdade.
Mas eu percebo agora, em retrospecto, que a universidade era tão saciada da pressão de se conformar como o meu colégio era onde studantes eram recompensados por pensarem igual ao professor.Apenas raramente os professores tentaram eduzir idéias originais dos alunos.Frequentemente éramos recompensados pondo pra fora a mesma retórica que eles professavam em conferências.

Contudo, eu fui sortudo o bastante para encontrar três maravilhosos mentores(professores que me ajudaram) que louvaram minha originalidade e me fizeram sentir mais inteligente do que eu provavelmente era.Eu fiquei bem informado de que a usual experiência universitária para a maioria dos estudantes era uma de doutrinação dentro do pensamento prescritivo de uma sociedade privilegiada.Era uma receita do que era aceito na sociedade.E em nenhum momento nesse processo de socialização eles se preocupram em encontrar erros e corrigí-los ou eliminá-los, não estavam preocupados com diferentes alternativas de pensamento.
Como resultado, minhas notas eram apenas levemente melhores.Mas graças às recomendações e insistências de meus mentores de que eu tinha idéias originais, fui capaz de continuar e fazer um mestrado em Geologia.Eu fui para um programa de Ph.D também.Ambos os cursos me ensinaram que o meio de se obter sucesso em nossa sociedade é andar por cima dessa frágil barreira entre compreender o dogma que é inerente em nossa sociedade na ideologia predominante e mostrar àqueles que estão no poder que você tem suas próprias idéias também mas não está inclinado a infringir a tolerância deles.Originalidade tem muito pouca tolerância no início.No último ano e meio , eu fui privilegiado o suficiente para viajar mais do que a maioria das pessoa conseguem na vida inteira.Ao me tornar mais ¿mundial¿, eu percebi que em todos os níveis da sociedade e cultura existem professores que ditam como as pessoas estão supostas a se comportar,e que isso de alguma maneira ou de outra controla o faculdade de expressão das pessoas.Eu sinto que o dote natural do ser humano é ser capaz de desafiar e confrontar esses princípios, e compartilhar novos caminhos para evocar originalidadedos outros.Estou contente de não ser um animal.
Hoje,eu tenho uma visão mais sofisticada dos meus arredres sociais.Eu tenho filhos,possuo uma casa, tenho seguro e tomo decisões financeiras.Meu discernimento do mundo vem de fontes díspares:geologia, biologia, música, viagens e paternidade.Essa pluralidade constrói minha individualidade.E aprendendo ser um indivíduo foi o melhor presente que recebi crescendo como um punk.Nenhum geologista que eu conheço também é entendido de ¿music business¿ e nenhum músico que eu conheço entende tanto da origem e da constituição da Terra como eu.Eu me sinto orgulhoso dessa imprevisível singularidade.
Estranhamente, o punk está cada vez mais na moda.Ano passado, as pessoas compraram discos de punk rock, camisas, adesivos e fitas como nunca na história.Como em qualquer situação capitalista, o mercado punk está experimentando um deslocamento longe da original intenção da arte para a criação de um credo ou doutrinação envolvendo o marketing do produto.Por que as gravadoras se entitulariam gravadoras punk?Porque eles estão vendendo moso e montando uma sub-cultura cortejada ao invés de promover honestidade e criatividade dos seus artistas.Esse é um lamentável estado que ocorre tanto nas gravadoras independentescomo nas grandes.Consequentemente, não me surpreende que existam aí fora um monte de ¿policiais punk¿ monitorando se bandas como a nossa, se enquadra no estereótipo e na visão dogmática de aceitação deles.Eles demonstram o mesmo comportamento dos estudantes clonados pelos professores que são formados aos montes todos os anos,prontos para discriminar contra qualquer um que desafie a ideologia deles.A carta que eu recebi duas semanas atrás do desapontado fã me fez recordar dos tristes momentos de opressão que eu sentia no segundo grau.Isso tudo também é um exemplo da facilidade pela qual as pessoas seguem a mesma linha da multidão e defendem o não original e opiniões irrefletidas.Por outro lado,fico ainda mais motivado para provocar.

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ "Me, Myself And I", 8:02 AM ]]]]]
[[[[[ Segunda-feira, Março 22, 2004 ]]]]]

Bom , pra diversificar um pouco colocar um texto de Feministas... Texto muito bom, quem quiser saber mais entra em http://www.about-face.org.

Bulimia Nervosa


Ela come sem parar. Não sabe bem porquê, nem o que é. De duas em duas horas, um sanduíche não é o bastante. Talvez mais um, outro, outro, outro. O que ninguém sabe é o quê ela faz no banheiro após as refeições. Por que anda tão deprimida? É o segredo dela. Ela é magra e não se desconfia que ela toma laxantes, diuréticos, ou vomita para não ganhar peso. A consciência pesa e ela chora. Tem que fazer exercícios, muitos exercícios, mais... Aí ela vê aquele pedaço de bolo de chocolate em cima da mesa, não resiste e come ele todinho.
Infelizmente é desse mal que muitas mulheres sofrem no mundo todo. A Bulimia nervosa, juntamente com a Anorexia, pode ser responsável pela morte dessas mulheres (Sim, mulheres. 90% das pessoas que apresentam esses distúrbios alimentares são do sexo feminino).
Existem três tipos de Bulimia: a purgativa, a não purgativa e as duas combinadas. O primeiro se caracteriza pela saída forçada dos alimentos ingeridos. No segundo, a doente faz exercícios para compensar a comilança. O terceiro tipo é o da menina da introdução. Uma mesma pessoa pode, ainda, ser anoréxica e bulímica. Ela alterna períodos de "orgias alimentares" seguidas de vômitos e períodos no qual não come nada.


Além de todas as causas físicas da doença, existe uma causa cultural que não é bem explorada. São as modelos, cada vez mais esqueléticas, que nos bombardeiam desde crianças. As pessoas bem sucedidas da mídia são magras e bonitas. Sempre nos foi exigido uma aparência perfeita, nada além disso. O que significa uma aparência perfeita? Bem, a modelo da revista. O problema é que a modelo da revista está, hoje, 23% abaixo do peso médio das brasileiras.
Para a mulher não-perfeita comum, só existem dois caminhos a seguir: viver chorando, com uma auto estima abaixo do pé, colocando no fato de não ser bonita a culpa pelos seus fracassos; ou viver em academias, arriscando a vida com dietas mirabolantes, tornando-se uma bulímica em potencial. Se você não se encaixa em nenhuma das opções... Parabéns! Você não é uma mulher comum!
Não aceite ser rotulada de acordo com um só padrão imposto pela mídia , indústrias de moda (que não querem gastar muito pano), de cosméticos, donos de academias(...)! Tenha seu próprio estilo e seja feliz da maneira que VOCE acha interessante. Lembre-se, a beleza não é uma só! Não se deixe escravizar!

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ Berna, 1:02 AM ]]]]]
[[[[[ Sábado, Março 13, 2004 ]]]]]

CRONOLOGIA DO ANARQUISMO (continuação)

1900 - É publicado no Rio de Janeiro o livro Estados Unidos do Brasil, o capítulo da Geografia Universal de Elisée Reclus, referente ao Brasil. O anarquista mexicano Ricardo Flores Magón funda o jornal La Regeneración.

1901 - Morre Fernand Pelloutier operário e anarquista francês criador das Bolsas de Trabalho e idealizador do sindicalismo revolucionário, que influenciou o anarco-sindiclaismo à escala mundial. É fundada na Argentina a Federación Obrera Argentina (FOA) e os trabalhadores de Rosário declaram greve geral. Chega a São Paulo o advogado e militante anarquista Neno Vasco.

1902 - É editado o livro Apoio Mútuo de Kropótkin, uma crítica do darwinismo social e a defesa do princípio da cooperação como fundamento da evolução das sociedades. A FOA declara greve geral na Argentina. No Chile, a greve dos tipógrafos marca o desenvolvimento do sindicalismo revolucionário no país. Neste mesmo ano reuniu-se o Primeiro Congresso Social Operário, com participação de sociedades operárias, cooperativas e centros de cultura social.

1903 - O escritor e militante anarquista Fábio Luz publica o primeiro romance brasileiro de inspiração libertária, O Ideólogo. Foma-se na Argentina a Unión General de Trabajadores (UGT), reformista, mas onde virá a surgir mais tarde uma tendência próxima do sindicalismo revolucionário. No Chile foi criada na capital uma comunidade anarco-comunistas, tendo sido criado, pouco depois, no interior uma comunidade influenciada pelas idéias de Tolstoi. Em Valparaíso, em abril, os trabalhadores portuários influenciados pelo sindicalismo revolucionário desencadeiam uma greve, que acaba se generalizando, em maio, em fortes conflitos de rua na cidade, obrigando o governo a enviar tropas para a cidade. Calcula-se que morreram mais de cem trabalhadores e houve milhares de feridos e presos.

1904 - No Quarto Congresso Sindical Argentino é criada a Federação Operária Regional Argentina (FORA) a mais importante e combativa organização anarco-sindicalista da América Latina. Realiza-se em Amsterdã o Congresso Antimilitarista organizado pelo anarquista e pacifista Ferdinand Nieuwenhuis.

1905 - Desencadeia-se a revolução russa que derruba o czarismo autocrático, iniciando uma abertura liberal. Nos Estados Unidos foi criada a Industrial Workers of the World (IWW) a mais importante organização sindicalista revolucionário americana, que influenciou a criação de organizações semelhantes no Chile, Nova Zelândia e Austrália. Morre Élisée Reclus destacado geógrafo e militante anarquista. É criada a Federación Obrera de la Regional Uruguaya (FORU) de linha anarco-sindicalista, herdeira da linha libertária dos internacionalistas do século XIX. Morre em França, Louise Michel, famosa militante anarquista que participou da Comuna de Paris. No Chile realiza-se a Primera Convención Nacional de las Mancomunales, considerado o primeiro congresso operário.

1906 - Primeiro Congresso Operário Brasileiro, aprova uma linha de atuação anarco-sindicalista e cria a Confederação Operária Brasileira (COB). Greve de mineiros no México deixa centenas de mortos. O agitador anarquista colombiano Biófilo Panclasta chega a Buenos Aires. No Chile foi criada a Federación de Trabajadores de Chile (FTCH), considerada a primeira federação operária sindicalista revolucionária.

1907 - Congresso Anarquista Internacional em Amsterdã de que participou o colombiano Biófilo Panclasta representando os trabalhadores argentinos. No Brasil desencadeiam-se lutas pelas 8 horas de trabalho. Congresso dos anarquistas alemães reúne-se clandestinamente.

1908 - Começa a se publicar, no Rio de Janeiro, A Voz do Trabalhador, órgão da Confederação Operária Brasileira, principal jornal anarco-sindicalista do Brasil. É fundada na Bolivia a Federación Obrera Local (FOL), que será recriada em 1926, após ter desaparecido por vários anos. É fundada pelo operário Hilário Marques a revista Sementeira, a mais importante publicação anarquista portuguesa. Morre em Paris o agitador anarquista individualista Albert Libertad. Revoltas camponesas no México com o apoio de anarquistas.

1909 - Semana Trágica de Barcelona. Greve revolucionária agita Barcelona, provocando uma repressão feroz. O educador anarquista Francisco Ferrer Guardia é fuzilado acusado de ser responsável pela agitação revolucionária, mesmo que na época dos acontecimentos estivesse em Londres. Manifestações de indignação por todo o mundo contra o governo espanhol. Começa, em Portugal, o Congresso Operário Nacional , que encerra em 1910.

1910 - Morre o famoso escritor russo e defensor de um cristianismo igualitário, com afinidades anarquistas, Liev Tólstoi, que influenciou grupos anarco-cristãos em vários países, principalmente na Holanda e Estados Unidos. Em Barcelona foi fundada a Confederação Nacional do Trabalho (CNT), anarco-sindicalista. Revolução Republicana em Portugal com participação de trabalhadores e militantes anarquistas. Revolução Mexicana, com participação de camponeses e intelectuais libertários influenciados pelas idéias do militante anarquista Flores Magón. Os trabalhadores suecos criam a Sveriges Arbetares Central (SAC) de tendência sindicalista revolucionária.

1911 - Primeiro Congresso Anarquista português e fundação Federação Anarquista da Região Sul. São enforcados no Japão os anarquistas Denjiro Kotuku e sua companheira Yugetsu Sugo Kanno. Greve geral no Peru promovida pelos anarco-sindicalistas. São editados os livros de Rafael Barrett, anarquista espanhol que atuou no Paraguai, El Dolor Paraguayo e Cuentos Breves. O ativo militante e jornalista anarquista Neno Vasco parte para Portugal, onde continuará sua militância. Chega a Buenos Aires, José de Brito, que se tornará um ativo militante anarquista na Argentina e, posteriormente em Portugal. No Panamá começa a publicar-se El Unico, Publicação Individualista, um dos raros jornais anarquistas individualistas da América Latina.

1912 - Constitui-se em Portugal a Federação Anarquista da Região Norte. Tranbalhadores anarco-sindicalistas bolivianos criam a Federación Obrera Internacional (FOI). Morre Voltairine de Clayre, agitadora anarquista americana. É criada em Itália a União Sindical Italiana (USI), anarco-sindicalista. Morre em tiroteio com a polícia Jules Bonnot, ilegalista e anarquista francês. No Chile é editado o jornal La Batalla, um dos mais importantes periódicos anarquistas do país.

1913 - Segundo Congresso Operário Brasileiro mantém a linha sindicalista revolucionária. Em Portugal formam-se as Juventudes Sindicalistas. Em Lisboa edita-se o importante jornal anarquista Terra Livre, dirigido pelo luso-brasileiro Pinto Quartim. Criação da Unión Obrera de Colombia.

1914 - Começa a Primeira Guerra Mundial dividindo o movimento socialista (inclusive os anarquistas) sobre a posição a tomar. Começa a se publicar, no Rio de Janeiro, A Vida, a principal revista anarquista do começo do século. Reúne-se em São Paulo a Conferência Libertária. Semana Vermelha em Itália, onda de greves e agitações, desencadeada pela USI, paraliza o país.

1915 - Tentativa de formar uma confederação anarco-sindicalista no México, resulta infrutífera pela violenta repressão desencadeada no ano seguinte. Congresso Internacional da Paz, realiza-se no Rio de Janeiro, com representações de vários estados brasileiros e delegados da Argentina. Realiza-se em Ferrol (Espanha) o Congresso Mundial Contra a Guerra, com delegados de vários países. Realiza-se no Rio de Janeiro o Congresso Anarquista Sul-americano, reunindo delegados do Brasil, Argentina e Uruguai.

1916 - Morre James Guillaume o mais conhecido militante anarquista suiço, miliante da AIT e fundador da Federação do Jura, que seria o centro difusor do anarquismo do século XIX. Esta Federação recebeu e apoiou militantes anarquistas de todo o mundo. Realiza-se no México um Congreso Obrero Nacional que cria a Federación del Trabajo de la Región Mexicana, anarco-sindicalista. O revolucionário anarquista mexicano Flores Magón é condenado, nos Estados Unidos, a 20 anos de prisão.

1917 - Explode a Revolução Soviética. O Partido Social Democrata Russo, de Lenin, desencadeia ações militares que lhe dão o poder. Inicia-se a publicação de A Plebe, o mais importante jornal anarquista brasileiro. No Chile é criada a IWW, organização sindicalista revolucionária.

1918 - Inicia-se no Rio de Janeiro a greve geral revolucionária que ficou conhecida por Insurreição Anarquista do Rio de Janeiro. Publica-se, no Porto, Portugal, A Comuna, um dos mais destacados títulos da imprensa anarquista. No Brasil os anarquistas criam os Comitês Populares contra a Carestia de Vida. Chega à Argentina Diego Abad Santillán um dos mais importantes militantes e intelectual anarquista do nosso século, autor de uma vasta obra que inclui livros sobre o anarquismo e sindicalismo na Argentina.

1919 - O anarquista português Manuel Ribeiro funda a Federação Maximalista Portuguesa, a primeira organização a defender o leninismo no país e que viria a dar origem ao Partido Comunista. No mesmo ano no Brasil é fundado o chamado Partido Comunista do Rio de Janeiro, que mistura anarquismo e maximalismo. Em Portugal, em Coimbra, no Segundo Congresso Operário Nacional, foi fundada a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anarco-sindicalista e inicia-se a publicação do jornal A Batalha, o mais importante jornal anarco-sindicalista português. Semana Trágica em Buenos Aires, greve geral violentamente reprimida, com centenas de mortos. É criada no Chile a IWW, central sindical de afinidade anarco-sindicalista. É morto após a derrota da Revolução Alemã, o pensador anarquista Gustav Landauer. É fundada a organização anarco-sindicalista alemã Freie Arbeiter Union (FAU). É criada em Moscou, a Internacional Comunista, conhecida por Terceira Internacional.

1920 - Realizam-se, em Portugal, inúmeras greves, incluindo duas greves gerais. Morre precocemente em Portugal, Neno Vasco, um dos mais importantes militantes anarquistas de Portugal e do Brasil. Realiza-se o Terceiro Congresso Operário Brasileiro. Kropótkin escreve várias cartas a Lenin criticando a evolução autoritária da Revolução Russa. É fundado em Milão o diário anarquista Umanità Nuova. No Chile começa a publicar-se Claridad, a mais importante revista ácrata. Neste último país, durante a vaga repressiva deste ano, morreu na prisão o poeta libertário Gómez Rojas.

1921 - Morre na Rússia o pensador anarquista Piotr Krópotkin, depois de um longo exílio na Europa. O seu funeral foi a última grande manifestação livre dos anarquistas russos. Violenta repressão, na União Soviética, contra o soviete de Kronstadt e contra o movimento maknovista, abre caminho à violência autoritário do Partido Comunista. É criado em Moscou a Internacional Sindical Vermelha (PROFINTERN) tendo por objetivo ampliar a influência dos partidos comunistas sob o movimento operário. As tropas argentinas massacram os trabalhadores anarco-sindicalistas da Patagônia.

1922 - Morre o importante escritor Lima Barreto autor de livros como Triste Fim de Policarpo Quaresma, colaborador da imprensa operária e simpatizante anarquista. Terceiro Congresso Operário Nacional em Portugal reafirma o sindicalismo revolucionário. Fundação do Partido Comunista do Brasil, aderente à Terceira Internacional, entre os fundadores estão vários ex-anarquistas. Marcha sobre Roma dos fascistas italianos, leva Mussolini ao poder, desencadeando a repressão sobre o movimento operário e socialista. Em Salvador é fundada a Unión Obrera Salvadoreña, de tendência anarco-sindicalista e em Cuba a Federación Obrera de la Habana (FOH). Nos Estados Unidos morre, de forma suspeita, na prisão o anarquista mexicano Flores Magón. No Chile é fundada uma nova organização anarco-sindicalista, Federación Obrera Regional de Chile (que desaparece em 1927) e vai coexistir com a IWW também sindicalista revolucionária.

1923 - É publicado um dos mais importantes livros anarquistas em língua portuguesa, A Concepção Anarquista de Sindicalismo, de Neno Vasco. Em Portugal greve geral de solidariedade com os mineiros. Realiza-se em Alenquer (Portugal) uma Conferência Anarquista que decide a criação da União Anarquista Portuguesa (UAP). No México é fundada a Alianza Local Mexicana Anarquista (ALMA). No Peru anarco-sindicalistas criam a Federación Regional de Obreros Indios. O anarquista Kurt Wilckens mata na Argentina o coronel Varela, que comandou o massacre da Patagônia.

1924 - Manifestações em vários países, incluindo Portugal e Brasil de solidariedade com os anarquistas Sacco e Vanzetti. Criação, em Bogotá, do Grupo Sindicalista Antorcha Libertária, no ano seguinte seria criada a Federación Obrera del Litoral Atlântico (FOLA), anarco-sindicalista. É fundado por anarco-sindicalistas, no Panamá, o Sindicato General de Trabajadores. O anarquista colombiano Biófilo Panclasta participa de lutas operárias em São Paulo o que leva à sua prisão de deportação para o campo de concentração da Clevelândia, de onde veio a fugir. Chega à Argentina o militante anarquista francês Pierre Piller (Gaston Leval). No Chile a adoção do Código Trabalhista e de uma política de integração dos sindicatos no Estado, dá um rude golpe no sindicalismo autônomo.

1925 - É fundada em Cuba a Confederación Nacional Obrera de Cuba, anarco-sindicalista. Realiza-se na Colômbia o Segundo Congresso Operário que decide criar a Confederación Obrera Nacional.

1926 - Golpe Militar em Portugal abre o caminho à ditadura fascista, visando responder ao crescimento das lutas operárias. Chega ao México o escritor e militante anarquista de origem polaca Ret Marut, que passou a assinar seus livros como Bruno Traven. Formação do primeiro grupo anarquista da Guatemala.

1927 - Em Valência foi fundada a Federação Anarquista Ibérica (FAI) reunindo as organizações anarquistas das várias nacionalidades da península ibérica. Junto com a CNT, seriam as organizações que tiveram o papel decisivo na Revolução Espanhola de 1936. São mortos nos Estados Unidos Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti, trabalhadores anarquistas italianos, num processo judicial fraudulento, que provocou a indignação do movimento operário internacional. Greve na Colômbia marca o momento mais alto do sindicalismo revolucionário no país.

1930 - Golpe militar no Brasil prepara o caminho para a ditadura de Getúlio Vargas. Golpe militar do general Uriburu impõe uma ditadura a que seguirá uma outra de Perón, que destruirá o sindicalismo autônoma na Argentina.

1931 - É fundada no Chile a Federación General de Trabajadores (CGT) anarco-sindicalista, com uma estrutura semelhante à FORA argentina. Morre o anarquista francês Emile Pouget que, junto com Fernand Pelloutier, desenvolveu as idéias centrais do sindicalismo revolucionário. Greves em Cuba promovidas pelos anarco-sindicalistas duram vários meses.

1932 - Morre em Itália, sob liberdade vigiada, Errico Malatesta, o principal agitador e pensador anarquista italiano, que atuou em vários países, inclusive na Argentina.

1933 - Os nazistas chegam ao poder na Alemanha desencadeando uma onda de repressão sobre as organizações operárias e socialistas. Morre o poeta alemão John Henry Mackay, grande divulgador do pensamento de Stirner.

1934 - A CGT portuguesa, anarco-sindicalista desencadeia uma greve geral revolucionária em 18 de janeiro. A repressão que se seguiu, destruiu o sindicalismo revolucionário e institui o sindicalismo corporativista fascista. Começa-se a publicar em França por iniciativa de Sebastian Faure a Enciclopédia Anarquista. Diego Abad Santillán parte para Espanha onde teria um papel importante no contexto revolucionário.

1935 - Morre em Paris o anarquista ucraniano, Nestor Mackhno, que teve de se refugiar no ocidente após ser perseguido pelo governo russo. Morre, no Uruguai, o militante anarquista italiano Luigi Fabbri, companheiro de Malatesta que desenvolveu intensa atividade na Europa e no Uruguai. Os anarquistas cubanos participam da luta contra a ditadura de Batista. É fundada clandestinamente na
Argentina a Federación Anarco-Comunista Argentina (FACA)

1936 - Como resposta ao golpe fascista do general Francisco Franco, os trabalhadores, sindicalistas e anarquistas assaltam os quartéis desencadeando um processo revolucionário libertário que teve de se confrontar com os fascistas de Franco, apoiados por Hitler, Mussoluni e Salazar e, internamente, com os estalinistas. O revolucionário Victor Serge, ex-anarquista, que se tornou militante do Partido Comunista da União Soviética, consegue exilar-se no ocidente, após um movimento internacional de solidariedade, vindo a denunciar os crimes do estalinismo. É morto a tiro em Madrid, em condições nunca esclarecidas, Buenaventura Durruti, o mais famoso revolucionário anarquista do nosso século.

1937 - Realizam-se vários atentados em Portugal contra objetivos ligados aos fascistas espanhóis e alguns militantes anarquistas e comunistas executam um atentado contra o ditador Salazar, que consegue escapar com vida. Militantes operários, incluindo anarquistas e comunistas são deportados para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. É implantada no Brasil a ditadura de Getúlio Vargas, adotando uma constituição de tipo fascista, passando a desencadear a sistemática repressão contra o movimento operário e particularmente sobre os anarquistas. É morto por estalinistas em Espanha o militante anarquista italiano Camilo Berneri. É criada em Portugal a Federação Anarquista da Região Portuguesa (FARP).

1939 - As tropas de Franco derrotam as forças anti-fascistas, seguindo-se uma violenta repressão e o exílio de centenas de milhares de operários e anarquistas, que se refugiam em França, vindo alguns mais tarde para a América Latina. Franco e Salazar estabelecem o Pacto Ibérico, fundamentalmente destinado a articular a repressão contra o movimento operário. Começa a Segunda Guerra Mundial desencadeando-se a expansão nazi-fascista. Morre em Monte Carlo, Benjamin Tucker um dos mais destacados pensadores libertários americanos.

1940 - Morre Emma Goldman militante anarquista de origem russa, que teve uma importância central no anarquismo dos EUA. Expulsa em 1919 para a Rússia teve de deixar o país pelas suas críticas à evolução autoritária da Revolução Soviética. Foi uma das primeiras vozes a se levantar contra o autoritarismo comunista.

Retirado de http://www.mapm.blogger.com.br/

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ "Me, Myself And I", 8:38 AM ]]]]]
[[[[[ Quarta-feira, Março 10, 2004 ]]]]]

CRONOLOGIA DO ANARQUISMO (ate 1900) Proxima semana ate 1940

1563 Morre Etienne de la Boétie, autor do Discurso sobre a Servidão Voluntária, um livro clássico do pensamento libertário, em que analisa o conformismo do povo e aponta a desobediência como um instrumento de mudança social e de luta contra os poderosos.

1789 Revolução Francesa, um momento decisivo de derrocada da velha ordem feudal e clerical na Europa. Na Revolução participaram grupos populares radicais que defendiam posições próximas do pensamento libertário. A Revolução Francesa mereceu estudos de anarquistas como Piotr Krópotkin e Daniel Guerin e foi vista pelos movimentos libertários como precursora das revoluções sociais do século XIX e XX.

1792 Mary Wollstonecraft, companheira de William Godwin, precursora libertária e feminista, publica Reivindicação dos Direitos da Mulher.

1793 William Godwin, pensador inglês, precursor do anarquismo, publica o livro Investigação Acerca da Justiça Política.

1837 Morre o socialista utópico Charles Fourrier.

1840 Pierre Joseph Proudhon emprega pela primeira vez, no seu livro O Que é a Propriedade?, a palavra anarquia no sentido de sociedade autogovernada. O engenheiro francês Louis Léger Vauthier vai trabalhar no Brasil, Recife, onde passa a divulgar as idéias de Fourier, influenciando intelectuais como Antonio Pedro Figueiredo.

1841 Inicia-se a tentativa de criar um falanstério no Brasil na região do Saí (São Francisco - Estado de Santa Catarina) por um grupo de franceses encabeçados pelo médico fourierista Benoit Jules Mure.

1842 Marx e Bakunin começam a colaborar na revista Anais Alemães de Arnolde Ruge. Neste ano Marx elogia os "trabalhos penetrantes de Proudhon".

1844 Marx conhece Proudhon, então já um famoso pensador socialista, em Paris. Nesse mesmo ano morre em França a revolucionária socialista, de origem peruana, Flora Tristán, avó do pintor Paul Gauguin.

1845 Benoit Jules Mure edita, no Rio de Janeiro, após se ter frustrado o falanstério do Saí, um dos primeiros jornais socialistas, O Socialista da Província do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano o pensador anarquista individualista Max Stirner, escreve O Único e a sua Propriedade. Nos Estados Unidos o libertário Josiah Barren funda a colônia Utopia.

1846 Proudhon escreve a Filosofia da Miséria. Marx e Proudhon trocam correspondência. Na última carta o anarquista francês, depois de criticar todo o dogmatismo, adverte Marx: "não nos tornemos os chefes de uma nova intolerância". É o sinal da irreconciliação entre os dois pensadores.

1847 Marx publica A Miséria da Filosofia tentando refutar a obra de Proudhon. Constituem-se na Colômbia as sociedades democráticas, influenciadas pelo pensamento de Proudhon.

1848 Karl Marx e Friederich Engels publicam o Manifesto Comunista. No Brasil dá-se a Revolução Praieira, no Recife, onde participam intelectuais influenciados pelo socialismo utópico. Agitações revolucionárias em vários países da Europa, a mais importante das quais foi a chamada Revolução de 1848 em França.

1849 David Thoreau publica o clássico libertário americano Desobediência Civil. Bakunin é preso, após ter participado em várias rebeliões, só vindo a escapar em 1861 da Sibéria.

1850 José Maria Chávez tenta criar em Aguascalientes, no México, um falanstério. No Chile, em março, foi criada a "Sociedad de la Igualdad", por Ambrosio Larracheda, Manuel Lúcares, Cecilio Cerda e Rudecindo Rojas, uma das primeiras associações operárias e socialistas.

1852 Primeira viagem aos Estados Unidos de Victor Considérant, discípulo de Fourier, para criar um falanstério.

1855 José Inácio Abreu Lima, o brasileiro general de Bolívar, publica o livro O Socialismo.

1856 Morre precocemente Max Stirner.

1861 O emigrante grego Plotino Rhodakanaty publica no México a Cartilha Socialista e edita o jornal El Falanstério. Bakúnin foge para o ocidente, indo viver na Inglaterra e posteriormente na Suíça.

1862 Operários franceses e ingleses reunem-se em Londres durante a Exposição Internacional e decidem constituir uma organização internacional, que viria a ser fundada oficialmente em 1864, a AIT.

1863 Proudhon publica um de seus principais livros O Principio Federativo.

1864 É criada em Londres a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) e Bakunin funda Aliança Internacional da Democracia Socialista.

1865 Morre Proudhon, considerado o primeiro anarquista moderno. Conferência de Londres da AIT. Em Habana é fundado o jornal La Aurora, de idéias proudhonianas. No relatório sobre a Conferência de Londres da AIT Charles Limousin e Fribourg escreveram que "se tomaram medidas para estabelecer correspondência com Rio de Janeiro e com as colônias francesas de Guadalupe e Martinica".

1866 No Chile, o socialista utópico Ramón Picarte tenta criar um falanstério em Chillán.

1867 Marx publica o primeiro volume do Capital. Congresso de Lausanne da AIT.

1868 Bakunin ingressa na AIT e os núcleos de partidários da Aliança Socialista passam a ser seções da Primeira Internacional. As idéias internacionalistas chegam a Portugal e Espanha através do companheiro de Bakunin, o italiano Giuseppe Fanelli. O socialista espanhol partidário de Proudhon, Pi y Margall publica o livro Las Nacionalidades. Congresso de Bruxelas da AIT. Os socialistas proudhonianos mexicanos criam Gran Circulo de Obreros.

1869 - É fundada a União Cooperativa Inglesa. Congresso de Basileia da AIT.

1870 - É formado o Gran Círculo de Obreros de México, de orientação proudoniana. Em Barcelona é criada a Federação Regional Espanhola, aderente à AIT. Morre o pensador russo Aleksandr Herzen, um federalista amigo de Bakunin e um dos mais influentes intelectuais russos do século XIX.

1871 - Os trabalhadores de Paris declaram a Comuna, mas as tropas do governo invadem Paris em maio desencadeando um massacre. Bakúnin publica um dos seus principais livros Deus e Estado. Os internacionalistas espanhóis Anselmo Lorenzo, Morago e Mora refugiam-se em Lisboa e fazem contatos para criar uma seção portuguesa da AIT. O poeta português Antero de Quental, partidário da AIT, publica o folheto O Que é a Internacional? Conferência da AIT em Londres.

1872 - O Congresso de Haia da AIT, expulsa os anarquistas por proposta de Marx e transfere a sede a internacional para Nova York. Este foi o último congresso da AIT, a partir daí dissolveu-se a Primeira Internacional. Os antiautoritários reúnem-se em Saint Imier na tentativa de preservar a internacional. Em Portugal , em fevereeiro, sai o jornal O Pensamento Social ligado aos internacionalistas. No México são editados os jornais El Obrero Internacional e La Comuna.

1873 - O médico Eduardo Maia, membro da seção portuguesa da AIT e um dos primeiros anarquistas do país, publica A Internacional, sua História, sua Organização e seus Fins.

1874 - É publicada em Portugal a tradução Do Princípio da Federação de Proudhon. O anarquista francês era lido há vários anos em francês pelos intelectuais e trabalhadores socialistas.

1875 - Constitui-se no Uruguai a Federación Regional de la República Oriental del Uruguay, mais tarde transformada em Federación Obrera Regional Uruguaya. Reúne-se no México o Congresso General Obrero.

1876 - Morre na Suíça o agitador e pensador anarquista russo Mikhail Bakunin. No México as idéias socialistas são discutidas no Primeiro Congresso Operário. A ala marxista da AIT declara oficialmente, em Filadélfia, o fim da Primeira Internacional. É publicado no México o livro de Prouhdon Idea General de la Revolución en el Siglo XIX. Desencadeiam-se várias greves operárias com participação de trabalhadores anarquistas.

1877 - Sublevações camponesas, de inspiração socialista e libertária, no México, nos Planes de la Barranca e Sierra Gorda. Levante de Benevento, um grupo de anarquistas, entre os quais Carlo Cafiero e Errico Malatesta precorrem aldeias do sul de Itália, queimam os arquivos, distribuem armas e apelam aos camponeses para declarar o comunismo libertário.

1878 - Quatro anarquistas são enforcados em Chicago em conseqüência das manifestações pelas 8 horas de trabalho. Este acontecimento iria passar a marcar as comemorações do 1. de maio. No México é fundado o primeiro Partido Comunista Mexicano, de idéias anarquistas. Em Montevidéu começa a publicar-se o jornal El Internacional.

1879 - Aparecem na Rússia vários grupos revolucionários de tendência populista e anarquista, que se dedicam a desencadear a ação direta contra o czarismo. Começa a publicar-se na Suíça o jornal anarquista Le Revolté, sob direção de Krópotkin. Publica-se em Cuba o jornal anarquista El Obrero.

1880 - Engels publica Socialismo Utópico e Socialismo Científico. Chega aos Estados Unidos o militante anarquista alemão Johann Most.

1882 - Anarquistas celebram em Montevidéu o aniversário da Comuna de Paris.

1883 - É criada na Suíça a Emancipação do Trabalho, primeira organização marxista russa. Morre Karl Marx. É fundado em Buenos Aires o Circulo Comunista Anarquista.

1884 - Reclus visita a Colômbia para pesquisar para a sua Nova Geografia Universal, tendo proposto ao governo a criação de uma comunidade agrícola, a que chamou República Idílica, em Sierra Nevada de Santa Marta.

1885 - Malatesta chega à Argentina onde residirá por cinco anos.

1886 - Começa a publicar-se em Londres o jornal Freedom, por um grupo anarquista reunido em torno de Krópotkin. Reúne-se em Habana o Congreso Obrero Local. Em Buenos Aires, o militante anarquista Mattei edita El Socialista.

1887 - É publicado o primeiro livro de Krópotkin em Portugal, A Anarchia na Evolução Socialista. Formam-se os grupos anarco-comunistas do Porto e de Lisboa. Trabalhadores anarquistas fundam, em Buenos Aires, o Circulo Socialista Internacional. Em Habana começa a se publicar o jornal anarquista El Productor.

1888 - É fundada em França a organização Bolsas do Trabalho, de tendência libertária. Krópotkin publica um dos seus mais famosos, e traduzidos, livros, A Conquista do Pão.

1889 - É fundada em Paris a Segunda Internacional. Em Santos, Silvério Fontes cria o Centro Socialista, um dos primeiros grupos dedicados à divulgação das idéias socialistas no Brasil.

1890 - Generalizam-se as manifestações e comemorações do Primeiro de Maio na Europa. Embarca para o Brasil o primeiro grupo de anarquistas que vai fundar a Colônia Cecília no Paraná. Oscar Wilde edita A Alma do Homem sob o Socialismo, um livro de inspiração libertária. No Chile greve promovida por trabalhadores anarquistas termina com uma violenta repressão. Em Buenos Aires começa a se publicar um dos primeiros jornais anarquistas El Perseguido. Em Nova York, o militante anarquista Pedro Esteve, começa a publicar El Despertar um dos mais duradouros jornais anarquistas, em língua castelhana, dos Estados Unidos.

1891 - É fundada na Argentina a Federación Obrera Argentina (FOA). Que depois de um período de estagnação volta a ser reorganizada em 1901, sob uma linha anarco-sindicalista.

1892 - É publicado, por emigrantes italianos, Gli Schiavi Bianchi, um dos primeiros jornais anarquistas brasileiros. Ravachol, o mais famoso dos anarquistas partidário da ação direta, é guilhotinado em França. Morre Carlos Cafiero um dos militantes socialistas que contribuiu para o desenvolvimento do anarquismo em Itália. No Chile é criado o primeiro centro de estudos sociais anarquista.

1893 - Giovanni Rossi, médico veterinário e anarquista idealizador da Colônia Cecília publica na Itália, Cecilia, Uma Comunidade Anarquista Experimental. É criada na Holanda a National Arbeids Sekretariat (NAS), sindicalista revolucionária, onde teve um papel importante o anarquista Christian Cornelissen. Chega a Cuba o tipógrafo catalão Pedro Esteve, que seria um dos principais militantes anarquistas do país. Nesse mesmo ano os trabalhadores cubanos fundam a Sociedad General de Trabajadores. Levantamento de trabalhadores em Bogotá, com influência anarquista. No Chile é publicado El Oprimido, considerado o primeiro jornal anarquista do país.

1895 - É fundada a Confederação Geral do Trabalho (CGT) francesa que viria a inspirar o anarco-sindicalismo em todo o mundo. A Carta de Amiens, aprovada em 1906, é o documento que define as linhas do sindicalismo revolucionário libertário.

1896 - No Congresso de Londres os anarquistas são expulsos da Internacional Socialista. Em Portugal é publicado o importante estudo de Silva Mendes, O Socialismo Libertário ou Anarquismo. Morre William Morris importante militante socialista inglês. Reúne-se em Lima o Primero Congreso Obrero. No Chile é criado o Centro Social Obrero reunindo os principais militantes anarquistas que publicam também o jornal El Grito del Pueblo.

1897 - É fundado em Buenos Aires La Protesta Humano, o mais importante jornal anarquista latino-americano.

1898 - Realiza-se no Brasil, no Rio Grande Sul, o primeiro congresso que reúne organizações operárias a nível estadual. Chega a Buenos Aires, o advogado italiano e intelectual anarquista Pietro Gori.

1899 - Na Colômbia Jacinto Albarracín, anarquista indígena, perseguido funda na floresta uma comuna libertária.

Retirado de http://www.mapm.blogger.com.br/

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ Berna, 11:05 PM ]]]]]
[[[[[ Sábado, Março 06, 2004 ]]]]]

DESCULPA POR DESAPARECER , MAS JA ESTOU DE VOLTA.

R Ó T U L O


Esqueça tudo a seu respeito: sua vida, sua família, manias, gostos, pensamentos. Você não têm mais opinião porquê os outros não se interessam mais por você. Você é apenas mais um em um mundo de 6 bilhões de habitantes. É extremamente comum e portanto extremamente chato. Entediante. Só faz o que os outros fazem. Mas na verdade você é a mesma pessoa de sempre, não mudou nada. Isto seria um pesadelo e quando acordasse tudo estaria novamente como antes? Não. Nada vai voltar ao passado. Você nunca mais terá uma identidade. O que aconteceu? O que mudou? Simples. Você foi ROTULADO.

Você acabou sofrendo as conseqüências do que faz o tempo todo sem perceber. Afinal, se você chama seu porteiro ou qualquer peão de obra de "paraíba", aquele cara que, por não ter personalidade formada, usa "topete" e camisa pólo da "playboy", ou aquele cara cuja preferência sexual não diz respeito a ninguém mas o chama de "gay" ou "bicha", porquê só você seria especial? Porquê só você não seria rotulado também? Você certamente afirmará que não aceita rótulos por ter atitude, por ser diferente dos outros. Mas diferente até onde?

Vamos fazer um teste? Comecemos por seus pés. Você está calçando um "Adidas" ou um "Allstar"? Olhe para a sua calça: ou é uma calça jeans como a de metade da população mundial ou é alguma calça larga comprada em alguma loja de marca? Sua camiseta: é uma blusa "Adidas", uma camisa de banda, uma camiseta "clubber" comprada na "Triton" ou na "Cantão" ou apenas uma "Hering"? Seu casaco: um casaco "Adidas" ou apenas mais um casaco xadrez?

Então, agora que você se deu conta que se veste exatamente IGUAL a todos os outros que se dizem "alternativos" eu posso te rotular como... pela-saco?

Não rotule. Não somos mercadorias e por isto não devemos levar em conta algo tão fútil como a roupa que o outro usa. A verdadeira atitude alternativa é simplesmente ignorar os pré-conceitos e aceitar todos pelo o que realmente são. Porquê a sua justificativa de que a roupa, embora fútil, já foi absorvida de tal modo pela sociedade, que realmente acaba representando em grande parte o que a pessoa é, é extremamente preconceituosa e ignorante. Não rotule para que não seja rotulado também.


Texto por Chapa (Chapollin)

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ Berna, 12:26 AM ]]]]]