Pessoal desculpem o atraso na atualização mas aqui esta ela!
E gostaria tbm de agradecer as mais de 5000 visitas que nosso blog ja recebeu desde que estamos no ar!
Interview with Greg Graffin - by Aron / punktrigger.com - Mar / 2004
Traduzido por Marcio Jeferson
Aron - Por favor se apresente.
Greg - Sou Greg Graffin do Bad Religion e cá estamos no Grand Hotel em Estocolmo (Suécia) em 22 de Março de 2004.
A - Ouvi seu novo álbum (The Empire Strikes First), consegui uma cópia hoje e achei incrível. Você poderia nos dizer o que você achou dele comparando-o com outros de seus álbuns?
G - Bem, obrigado. O que estamos tentando fazer aqui é álbum que esteja um degrau acima de "Process Of Belief", já que tivemos grande sucesso com ele. O Bad Religion meio que re-estabeleceu seu som tradicional, e então com este álbum queríamos de alguma forma mostrar um crescimento a partir daquele estágio e assim não soaria como um álbum de retorno. Assim a gente meio que deu início a uma nova evolução e este foi o resultado. Então conceitualmente penso que é um disco um pouco reativo, mas apenas umas duas músicas. Sabe, geralmente a gente não se envolve tanto assim com política. As pessoas pensam que somos uma banda política, mas na realidade não é a política que nos interessa. Estamos interessados em algo que está meio que acima da política. Não sei, você poderia chamar este algo de consciência social. De fato estamos questionando a respeito do que a seria o melhor para a raça humana. Isto não é política pra mim. Pra mim política é perguntar "O que é melhor para a Suécia?" Em minha opinião estas são questões bem chatas e determinadas fundamentalmente por publicidade. Estou mais interessado em "O que vai nos salvar enquanto espécie?" No entanto neste disco a gente de fato tocou um pouco em temas políticos, porque algumas coisas que estão acontecendo agora nos Estados Unidos são tão sérias que sentimos a necessidade de abordá-las. Em especial porque isto poderia estar afetando o que é melhor para a nossa espécie. Portanto a gente falou um pouco, obviamente, sobre o caráter conservador da atual administração como sendo uma má política para a América.
A - Vai ser lançado algum single?
G - Bem, eu acho que a música "Los Angeles is Burning" é o single.
A - Ok. Cara, achei muito boa. Mas você ainda não tem certeza?
G - Acho que vai ser sim. Eles acabaram de me contar. Mas a gravação foi masterizada há apenas duas semanas, então nós ainda estamos pensando sobre isto.
A - Por quanto tempo vocês acham que vão ficar juntos no Bad Religion, já que vocês já estão na estrada há um bom tempo?
G - É, pra mim esta é uma pergunta cuja resposta é determinada mais por nossos fãs, e não temos notado qualquer declínio mais agudo neste aspecto. Então seguimos conquistando novos fãs cada vez mais e ainda estamos motivados a escrever e fazer música. Nos sentimos realmente afortunados por ainda termos um lugar.
A - Ok, então contanto que vocês tenham fãs você crê que o Bad Religion ainda contribuirá com a cena punk?
G - É, penso que sim.
A - Que bom. Pelo que eu sei vocês começaram a Epitaph. Se vocês gravarem mais álbuns, darão preferência à Epitaph? Alguns de seus álbuns, de "Stranger Than Fiction" a "The New America" foram pela Atlantic (na Europa Sony Music).
G - Quando voltamos ao nosso ¿lar¿, decidimos que ficaríamos pois... uma coisa estranha aconteceu... quando nos afastamos da Epitaph. A Epitaph ficou muito mais forte. Então quando terminamos os contratos com a Sony, voltamos e nos sentimos em casa. Mas agora a ¿casa¿ estava muito mais forte e nos oferecia muito mais apoio. Portanto ficamos muito felizes com o rumo que as coisas tomaram.
A - Hoje há um número considerável de bandas punk que assinam com grandes selos, e às vezes desapontam os fãs porque eles pensam que elas ao fazerem isto estão se vendendo. Qual sua opinião a esse respeito?
G - Bem, pra mim não é necessariamente por eles assinarem com uma grande gravadora, se é o que eles realmente querem. Se eles querem alcançar o estrelato e pra isso eles mudam seu som, e mudam seu estilo para faze-lo, isso sim é se vender. Mas se eles o fazem em busca de uma melhor distribuição por exemplo, por estarem num pequeno selo independente que não poderia expandir a distribuição e eles passam para um grande selo pra ter alcance mundial, eu acho que não tem problema. Eles apenas estão tocando dentro de seu estilo e tentando fazer sua música ser ouvida por mais pessoas. Não há nada de errado com isso.
A - Vocês estão planejando algum álbum em conjunto com alguma outra banda?
G - A gente não tem nada planejado. Parece legal, mas não fizemos nada neste sentido ainda.
A - Mas, estaria fora de cogitação?
G - Não.
A - Parece que seria legal. Vocês estão fazendo relançamentos?
G - Isso mesmo. Acho que é no mês que vem que vamos lançar alguns de nossos álbuns clássicos outra vez com uma nova técnica de masterização, pois quando eles saíram pela primeira vez a masterização era bastante primitiva. Fazer cd´s era algo bem primitivo e agora é bastante sofisticado então, soa mais como gravação analógica, e eu, honestamente, não sei diferenciar os digitais dos analógicos.
A - Então não há diferença?
G - Não há diferença entre a fita e estes novos cd´s. Portanto se você gosta do som analógico da forma que foi gravado originalmente, você vai adorar estes cd´s. Há uma diferença IMENSA entre estes novos cd´s e os originais. E tudo em função de a tecnologia de masterização ser mais sofisticada hoje.
A - Vocês relançarão algum outro álbum no futuro?
G - Não, acho que não. Porque a partir de mais ou menos 1995 todos os discos foram masterizados com a nova tecnologia. Era o gravado anteriormente que havia tido masterização de baixa qualidade.
A - Ok, entendo. Ouvi dizer algo a respeito de um disco solo que você gravou em 98...
G - Sim, é verdade. Eu gravei, e estou pensando em um outro ainda este ano. Na verdade Mr Brett quer produzi-lo. Então acho que vai ser uma colaboração bem interessante.
A - Ok, pra dizer a verdade eu nunca havia ouvido falar sobre seu álbum até minha preparação para esta entrevista.
G - Bem, não é nada do que você normalmente esperaria. É mais como... quando eu escrevo uma música para o Bad Religion eu componho no violão ou no piano, logo o disco foi mais piano e violão. E eu cantando.
A - Legal. Hoje em dia existe muita pirataria, certo? As pessoas baixam arquivos mp3 e tal. O que você pensa sobre isto? Quer dizer... está de alguma forma afetando vocês?
G - Tenho certeza de que está me afetando. Mas de fato eu não a vejo, pois pode ser feita secretamente.
A - ...mas você acha que seus discos vendem menos cópias por causa do download de mp3s?
G - Tenho certeza de que está acontecendo. Mas como disse, eu não chego a me incomodar com a situação. Não tenho controle sobre ela. O que eu digo é o seguinte: se você de fato ama música você tem que conseguir a melhor cópia possível, e hoje você ainda a encontra no cd. Não suporto escutar música no computador. Pra mim o som fica uma porcaria.
A - E quanto à música ¿I Love My Computer¿? (risos)
G - Bem, fica melhor no cd. (risos)
A - A banda é dedicação integral ou vocês têm outros projetos paralelos?
G - Bem, eu também mexo com coisas acadêmicas. Terminei meu doutorado (PHD) ano passado e vou escrever um livro que devo começar neste verão. É que eu sempre estou criando e produzindo, mas o Bad Religion é definitivamente a única coisa realmente tempo integral. Sabe, eu dou uma pausa, mas quando estou em turnê com o Bad Religion estou compondo pra banda, então é bastante cheio.
A - É, entendo. Sobre seu livro... você poderia dizer mais a respeito?
G - Claro. É um trabalho meio acadêmico, mas quero escreve-lo para o público em geral também. Vai falar sobre como religião e ciência têm estado em guerra e especificamente sobre biologia evolucionária. Este é o campo sobre o qual mais conheço. É sobre como a biologia evolucionária e o fato de ela não ser compatível com a religião tradicional e como talvez possa servir como um sistema de informação para aquelas pessoas que são ateístas.
A - Você sabe quando vai terminá-lo?
G - Essa é pergunta complicada, deve levar uns dois anos.
A - Ok, então você tem algum projeto paralelo além do livro?
G - O disco solo. E eu gostaria de fazer um disco de hard rock, mas produzi-lo apenas.
A - Vocês ainda têm a mesma motivação de quando vocês começaram a banda?
G - Não, porque quando começamos só queríamos mesmo era transar (risos). Agora que estamos mais velhos temos outras motivações. Agora queremos ser capazes de informar o público, educar E transar (risos).
A - Ok, então de onde você tira inspiração hoje em dia?
G - Bem... eu não sei o que torna alguém compassivo, porém sou compassivo e quero ver as pessoas fazendo seu melhor e se sentindo bem... e pra mim isto exige educação. E estas são algumas das coisas que eu tento incorporar à música.
A - O Bad Religion é uma banda bastante conhecida atualmente, e não faz muita diferença se você escuta este ou aquele estilo. Quase todo mundo ouve pelo menos um pouco sua música, ou ouviram falar de vocês apesar de muitas pessoas não escutarem punk rock. Por que você acha que vocês se tornaram uma banda tão grande?
G - Não estou certo, acho que não parece que somos tão grandes assim... é interessante... acho que uma das razões é a ênfase dada às letras... e idéias... isto pode passar de uma geração à outra muito facilmente. As pessoas gostam do que significamos, então elas se dispõem a dar uma escutada. E então elas ouvem algo que é bem envolvente.
A - É, devo admitir que vocês são bastante. Bem, eu tenho uma pergunta a respeito de seu logotipo original, o ¿Crossbuster¿ O que de fato ele significa? Tem alguma conexão religiosa?
G - Sim, tem. Mas não é anti-religião. Não é que odiemos cristãos. É como a placa internacional aqui na Europa para ¿proibido estacionar¿. Você sabe com o quê aquilo se parece? É um ¿E¿ com uma faixa certo? Um ¿E-buster¿, certo? Sabe, fundamentalmente aquilo não está dizendo ¿odiamos que estacionem¿ ou ¿odiamos pessoas com carros¿. Diz que, se você tem um carro, não estacione aqui. Então o que de fato o ¿Crossbuster¿ representa é: ¿nesta casa você não encontrará religião¿. É o que ele significa.
A - Vocês vão tocar aqui em Estocolmo em Maio, o que você acha de tocar aqui na Suécia?
G - Bem, você sabe, nós bebemos Ramlösa* (* = famosa água mineral da Suécia) toda noite no camarim , logo é só no que a gente pensa (risos). Na verdade, a Escandinávia tem sempre sido um ótimo lugar pra gente tocar, e creio que a Suécia tem uma das cenas musicais mais bem estabelecidas. Portanto sempre foi um de nossos locais favoritos, porque as pessoas estão muito ligadas em música e realmente interessadas na evolução do Bad Religion. Então sempre sentimos, mais ou menos como se estivéssemos em casa aqui. E tem é claro a Burning Heart Records e você sabe da parceria com a Epitaph... então sempre sentimos que uma forte ligação.
A - Ok... Você sabe se alguma outra banda da Epitaph virá por aqui em breve?
G - Ah, não estou sabendo como serão as turnês neste verão. É difícil porque muitas das bandas estão na Warped Tour, então eu não sei.
A - Há muitas bandas surgindo por toda a parte, sabe, como Good Charlotte e afins. Hoje alguns fãs decidiram odiar estas bandas, pois não as considera punk de verdade. Qual sua opinião sobre estas bandas?
G - Bem, sabe, no que me diz respeito o punk virou uma coisa de mídia por causa destas bandas. Não me importa, não chega a me incomodar. Não creio que estas bandas estejam falando daqueles temas globais dos quais eu te contava há pouco. É apenas o estilo deles, e cabe à comunidade punk decidir se quer ou não possuir consciência global e refletir isto em sua música, ou se querem ter como tema canções de amor adolescente. Cabe a eles decidir.
A - Que tipo de mudanças você acha que veremos na cena punk agora? E, o que mudou desde a época em que vocês começaram?
G - Ah, as maiores mudanças foram aquelas que acabei de citar, o tipo de música que está surgindo neste pop punk.
A - Você acredita que eles irão, tipo, dominar a cena?
G - Não sei. Acho que provavelmente haverá um retorno às letras mais conscientes. Tem que ser a forma que vai evoluir.
A - Você come carne? Você é não vegetariano ou ovo-lacto-vegetariano? já que parece ser uma tendência hoje em dia...
G - Não, não pra mim. Eu como carne. Nenhum de nós no Bad Religion somos vegetarianos ou coisa do tipo.
A - Ok, então... em que tipo de ideologia você gostaria de viver?
G - Eu acredito em globalismo, porém, mais do que isso, creio no materialismo. O materialismo pra mim é uma ideologia muito importante que é fortemente baseada na ciência. A idéia central é de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento realmente relevante.
A - Entendo... você tem algum herói pessoal?
G - Ah, tenho muitos. Carl Sagan, que é um cientista americano. Também tenho muitos heróis no esporte¿ Wayne Gretzky (risos). (nota do tradutor: ex-atleta de origem canadense considerado o maior jogador de hóquei sobre o gelo da história)
A - (Risos) É. Bem, quais discos do Bad Religion são seus favoritos?
G - Bem, é difícil dizer. É como se perguntassem qual a época favorita de sua vida. Você sabe, é um reflexo de minha vida.
A - Ok, então você não tem um favorito mesmo? Você ama a todos?
G - É, são como meus filhos.
A - Entendo. Que tipo de música além de punk você ouve? Ouvi dizer que você gosta dos Beatles.
G - Com certeza, eu gosto dos Beatles, sabe, na verdade eu gosto de tudo. Eu só não sigo um estilo de música em específico. Quer dizer, tem períodos da minha vida em que eu começo a escutar certos artistas, e então deixo de escuta-los por alguns anos.
A - Minha última pergunta. Como um veterano do punk você deve ter um bom conselho para as pessoas que estão dando início a novas bandas.
G - Ah, acho que meu melhor conselho é só; se você está fazendo música deveria ser porque você ama música. E não porque você quer virar um superstar. Se você quer ser um superstar, talvez fosse melhor ser modelo ou quem sabe tentar hóquei. Ou talvez alguma outra coisa... Porque o objetivo da música é ser um reflexo de sua alma, é quem você de fato é. E se você está fazendo música porque ama, não deveria importar tanto se você vai ou não ter sucesso. Na verdade a questão é se você faz música porque seu coração te diz isso. E se você tiver sorte a ponto de as pessoas gostarem, então você é um daqueles poucos afortunados. Mas se você faz porque te faz feliz então você não deveria se importar com o que as pessoas acham. Você deveria ficar feliz e se aperceber do quão privilegiado você é por poder fazer música, pois é uma das mais relevantes coisas que você pode fazer com o seu tempo.
A - É, parece ser uma boa idéia. Bem, acho que as perguntas acabaram.
G - Muito obrigado.
A - Obrigado.
Retirado de
Brday
ANARKOMENTÁRIOS:
Porquê negamos as instituições religiosas?
Acreditamos que a humanidade não precisa de líderes, sejam eles de quaisquer
espécies, governantes ou líderes espirituais, pois sabemos que sempre que
houver um líder haverá um liderado, e este terá suas ações e pensamentos
cassados ou castrados perante aqueles, que independente dos motivos pelos
quais alcançaram tais postos, se colocam acima dos outros.
Negamos portanto qualquer autoridade religiosa como o Papa que lidera com
tirania seus seguidores, seguidores estes de uma Igreja construida sobre o
sangue de muitos e cuja a sua função era, e continua sendo, somente a de
arrecadar ouro, terras e títulos. Os Papas carregam o título de
representante de "jesus cristo na terra" mas, em toda a sua história, jamais
negaram a execução de milhões - como ocorrido na inquisição ou durante o
nazismo - desde que seus interesses, acima citados, estivessem sendo
alcançados. Enquanto pregam uma bíblia, alterada inumeras vezes na história
por eles mesmos para melhor atender seus interesses inescrupulosos, sendo
que esta prega "ame ao próximo como a si mesmo" e "que aqueles que não
tiverem pecados que atirem a primeira pedra". Negamos toda esta hipocrisia papal,
mas também negamos toda a hipocrisia de Igrejas Protestantes que se baseiam
nos mesmos fundamentos capitalistas e em alguns
casos, fascistas.
Acreditamos que o homem deve ser líder apenas dele próprio, suas atitudes e
pensamentos, para que assim possa gozar de liberdade plena, e alcaçar a
verdadeira felicidade.
Acreditamos que a felicidade máxima que o homem pode alcançar está na terra,
nesta vida, e negamos qualquer concepção de céu ou inferno, consideradas
apenas fábulas, sem nenhuma explicação lógica ou científica, sendo estes
sustentados apenas por dogmas, e sobre estes possuímos uma rejeição total.
Acreditamos também que para que o homem possa alcançar a felicidade faz-se
necessário que todos os homens do planeta possam estar igualmente livres e
felizes, em uma vida baseada em igualdade e comunidade. Em quanto houver um
homem que seja, escravo sobre a terra, estaremos em luta, insatisfeitos.
Acreditamos que ficarmos calados perante uma situação de injustiça é como
uma sentença de morte a nós mesmos. Estando cientes que injustiças ocorrem a
cada segundo com cada habitante do planeta (seja por motivos étinicos, ou por causas aparentemente menores como modo diferente de agir ou
pensar), não nos calamos a nenhuma destas e assim protestamos todo o tempo
com nossas atitudes, palavras e aparência.
Acreditamos também que, baseado no conceito de liberdade plena, direito que
deve ser concedido a todos os habitantes do planeta, embora o homem não deva
ter e não possa aceitar em hipótese alguma qualquer espécie de líder
espiritual, se for de seu desejo íntimo, sem influência alguma de qualquer
outra pessoa, que este desenvolva sua espiritualidade, este deve fazê-lo do
modo que mais for agradável para sí próprio, sem sofrer nenhum tipo de
repressão. Acreditamos que religião é diferente de espiritualidade, e para
desenvolvermos este último não faz-se necessário o primeiro que apenas serve
para dominar a mente de pessoas mais fracas e em condições mais sucetíveis a
este tipo de dominação, situações naturais do ser humano perante sua vida.
Este são, portanto, alguns dos motivos que nos fazem acusar, lutar e não nos
calar contra qualquer forma de dominação, incluindo igrejas e religiões.
Estes são os motivos pelos quais dedicamos tanto tempo analizando e
criticando tais instituições. Tudo o que fazemos é em prol da plena
liberdade humana, fazemos em prol da sua liberdade. Pois, como dito acima,
jamais ficaremos em paz enquanto houver um homem escravo que seja sobre o
planeta. Jamais ficaremos em paz enquanto você for escravo deste sistema.
Entretanto, esta decisão é sua. Nós fazemos nossa parte tentando nos
libertar. Faça a sua: reflita sobre os fatos, verdades históricas - pois
nada do que falamos é baseado apenas em interpretações. Reflita, e se
decidir continuar cego, escravo, pra sempre lembre-se: foi você quem quis
amputar sua liberdade, foi você quem resolveu capar sua felicidade.
Liberdade, Felicidade e Anarquia para todos!
http://www.fortunecity.com/boozers/bird/263/index.htm
ANARKOMENTÁRIOS:
DE PÉ, Ó VÍTIMAS DA FOME, DE PÉ FAMÉLICOS DA TERRA...
Esta história que vou narrar deveria entrar nos anais do movimento libertário do Brasil:
Estava o Ian, um adolescente que já se definiu como anarquista e participa do CAVE e do grupo de estudos libertários, em sua sala de aula, ouvindo os colegas sendo obrigados a ficar de pé para cantar o Hino Nacional. Ian, tendo consciência do ato autoritário do qual todos estavam sendo vítimas resolveu ficar sentado, praticando um ato de desobediência civil.
A diretora notou e começou a discussão:
- De pé garoto, vamos cantar o hino!
- Não quero, respondeu simplesmente Ian.
- De pé, estou mandando, rápido, de pé!!!!!
Então Ian resolveu obedecer, e caminhando pela sala, começou a cantar:
- "DE PÉ, Ó VÍTIMAS DA FOME, DE PÉ FAMÉLICOS DA TERRA"...
A desobediência foi observada pelos demais estudantes, repercutindo pela escola, aliás, que é municipal e se chama Brás Cubas. A diretora resolveu chamar os pais, que a decepcionaram, pois compreenderam a atitude do filho, e não o recriminaram.
Ian está bem, obrigado, outro dia foi discriminado novamente pela diretora por ter escrito em sua mochila que " O Estado estupra nossas mentes" , sugeri a ele que acrescentasse :
"O Estado estupra nossas mentes, através da escola".
Retirado do Zine
ANARKOMENTÁRIOS: