Ordem e Progresso
Alguém já parou para pensar sobre o que significa "Ordem e Progresso"!?
Pois é, esse é o principal lema do positivismo. Positivismo é uma idéia burguesa feita por Augusto Conte. Essa era a proposta de ocultar a verdade, mostrar apenas o que eles
(burgueses) gostariam que soubessemos. Isso é o que ocorre com a Rede Globo por exemplo: eles dizem:
"-- Punks destroem propriedade pública e jogam pedras na polícia."
mas não explicam o porquê. Eles simplesmente passam a informação, sem dizer sua causa. Isso acaba gerando desinformação e preconceito. A idéia que eles querem que as pessoas tenham é de que (como no exemplo acima) punks são os vândalos e os policiais são os "mocinhos" da história. Por acaso alguém sabe quem jogou a 1a. pedra? O fato de eles não terem informaçõs exatas não os impede em transmetir a informação incompleta. No tempo da ditadura militar se usou muito isso, até mesmo nas escolas as aulas eram censsuradas e se ocultava a verdadeira história. Eles diziam que os negros vieram para o Brasil mas não diziam o propósito, descreviam o índio mas não como foram tratados no "Brasil colônia", diziam que os cidadãos brasileiros, naquela época, não podiam votar, mas não explicavam
porquê. Isso vem da idéia "anti-revolucionária" pois afinal, algum país quer pessoas
concientes e autônomas??? Alguém que goste de pensar na situação do mundo e
que tenha algum propósito de melhora-lo???
Claro que não, eles querem "bonequinhos" para fortalecer suas empresas, seu dinheiro, seu poder. Para que isso aconteça da maneira "certa" deve-se haver ORDEM. Pois revolucionários fazem "bagunça", e isso é a última coisa que eles querem. Daí vem o nome:
ORDEM E PROGRESSO!
Deve-se haver ORDEM para se obter PROGRESSO.
Mas pense! Esse progresso é para todos??? Bom... percebe-se que no Brasil em que vivemos hoje há pessoas muito ricas que não "freiaram" sua riqueza, enquanto existem pobres que não "freiaram" sua pobresa. Veja: ... houve sim o progresso, mas apenas para quem já tinha poder.
E quem não tem??? Bom...esses não fazem falta segundo a idéia positivista, eles irão trabalhar, obedecer, servir aos poderosos, seu senhores, pessoas "superiores".
Bem vindos ao "Brasil Feudal" e seu trabalho servil, no ano de 2004!
ANARKOMENTÁRIOS:
Desculpem a demora na atualização mas nosso amigo Berna está com problemas em seu computador então eu estou postando agora de um modo digamos "improvisado".
Logo as atualizações voltam ao normal.
E parabéns a nós pelo o blog ter feito seu primeiro ano de existência (meio atrasado essa "comemoração" mas tudo bem!).
Muito obrigado a todos que nos prestigiam!
American Idiot será lançado dia 21 de Setembro
O lançamento de American Idiot, que estava agendado para dia 14 de Setembro, foi alterado para Terça-Feira, 21 de Setembro de 2004.
Billie Joe Armstrong disse quando escrevia o novo álbum que eles tirariam as luvas e iriam pegar pra valer. Eles queriam se esforçar para ser o Green Day máximo. Eles completaram o álbum há um ano e meio atrás, mas as fitas master foram roubadas, e agora que eles olharam para trás, eles sentiram que o material roubado não era o Green Day máximo. Eles sentem que a melhor coisa agora vai ser o novo disco, American Idiot, que sairá dia 21 de Setembro.
Jesus do Subúrbio é a estrela da ópera-punk do Green Day
Foi um grande ano para Jesus.
Mel Gibson fez fortuna na bilheteria com "A paixão de Cristo", Kanye West tem grandes planos para seu single "Jesus Walks" (Jesus anda) e agora o Green Day gravou um álbum conceitual com seu próprio Jesus como personagem.
"O disco tem uma linha de história nele que acompanha um personagem chamado Jesus do Subúrbio", o cantor Billie Joe Armstron disse Quarta-Feira durante uma pausa nos ensaios. "É sobre ele amadurecer e sobre as dores que estão envolvidas nesse processo e ver se ele faz as escolhas certas, ou as escolhas erradas ou qualquer escolha que ele tenha que fazer."
O American Idiot, que sai em Setembro, é uma ópera-rock (ou ópera punk se você prefere), na veia de Tommy do The Who, um álbum duplo de 1969 sobre um "Pinball Wizard" (Mago do Pinball) surdo-cego. As musicas são tocadas todas juntas e algumas são divididas em atos, incluindo uma chamada "Jesus Of Suburbia".
"Há definitivamente uma definição para o personagem, mas eu não quero falar muito porque isso é algo que eu meio que quero deixar para os ouvintes", disse Armstrong. "A última música é chamada 'What's Her Name?' (Qual o nome dela?), e antes dela é uma música de dez minutos chamada 'Homecoming', e algum lugar entre as linhas você encontrará para onde ele vai."
Além de ser ambiciosamente criativo, o American Idiot também mostra um Green Day mais político que nunca.
"Eu desenvolvi o personagem de experiências pessoais através dos anos. Mas é definitivamente feito para o clima político-cultural que está ocorrendo agora", disse Armstrong. "Eu sou contra a guerra então muito tem a ver com isso, e também existem muitos lados diferentes nisso também. Há uma linha que meio que zoa um pouco com os liberais, também, onde diz, 'ouça o tambor batendo fora do tempo / Outro protestante cruzou a linha / Para encontrar dinheiro do outro lado'".
Apesar dos riscos do álbum, o Green Day disse que eles não se preocupam com as reações dos seus fãs.
"Eu acho que estamos prontos para sair e gritar bem alto", disse Armstrong.
"Vai ser tão divertido tocá-lo ao vivo," adicionou Tré Cool.
"O que gostariamos de fazer é, em certas situações, como em alguns teatros, nós tocarmos tudo do álbum novo [literalmente]" disse Armstrong. "E então tocar nosso set, que são todas as músicas dos outros álbuns. Estou empolgado com a diversidade que poderemos mostrar ao vivo."
ANARKOMENTÁRIOS:
OS ANARQUISTAS E A POLÍCIA
Não há praticamente órgão mais contestado na nossa sociedade do que a Polícia. Talvez por exercer aquilo que mais a caracteriza "a força" diretamente sobre os indivíduos , ao contrário do órgão ao qual está subordinado "o Estado" que exerce o poder de forma mais indireta e hipócrita, recorrendo quando necessário, quer à própria Polícia, quer ao exército, nos casos mais extremos.
A Polícia moderna por outro lado, não tem um passado propriamente glorioso. No início do século XIX, quando as polícias modernas começaram a ser formadas, a maior parte da humanidade havia estado sob o domínio dos impérios europeus. De um modo geral, a polícia européia estava organizada para proteger governantes, não o povo. Até mesmo os britânicos, que repudiavam fortemente a idéia de ter uma polícia militar armada, pareciam não ter escrúpulos para usar a polícia militar, com vista a manter as suas colônias num estado de sujeição. Incidentes de brutalidade, corrupção, violência, assassinatos e abusos de autoridade ocorreram em praticamente todas as décadas da história da polícia colonial; a polícia passou para o mundo a imagem de que ela é instrumento de repressão do Estado, não uma entidade de serviço público. Governos despóticos, temendo revoluções, invariavelmente tinham a sua polícia secreta para espionar os cidadãos. A polícia secreta extrai informações mediante tortura, e supostos subversivos são eliminados ou presos sem direito a julgamento.
Os nazis tinham a Gestapo, União Soviética a KGB e a Alemanha Oriental a Stasi. Esta última possuía um impressionante contingente de 100.000 homens e possivelmente meio milhão de informantes, para controlar uma população de cerca de uns 16 milhões de habitantes. Polícias efetuavam milhares de escutas telefônicas 24 horas por dia e mantinham fichas de um terço da população."Os polícias da Stasi não conheciam limites nem ética", diz Jonh Koehler no livro Stasi , de sua autoria. Um grande número de Clérigos, incluindo autoridades de denominações protestantes e católicos, foram recrutados como informadores secretos.
Mas esse tipo de polícia não é exclusivo de governos despóticos. Atualmente, polícias das grandes cidades de todo o mundo são acusados de infundir terror quando adotam práticas extremamente agressivas de imposição da lei, especialmente contra minorias, como imigrantes etc. Comentando um escândalo de ampla repercussão envolvendo abusos cometidos pela polícia de Los Angeles, uma revista noticiosa afirmou "a violência policial atingiu um nível sem precedentes, levando a cunhar-se o termo" polícia-bandido". Incidentes desse tipo são responsáveis pela imagem atual da polícia a nível mundial, mas num nível mais profundo, a polícia é naturalmente odiada por representar autoridade e impor limites aos comportamentos desviantes. Desse modo, é natural que o anarquista apareça como o maior opositor da autoridade policial.
Compreende-se que a camada mais jovem da sociedade, seja a que mais se opõe às autoridades policiais, uma vez que a polícia representa um entrave aos seus típicos excessos; compreende-se também os juízos infundados que estão na base de muitas críticas à atuação da polícia, em variadas situações, expressas pelo cidadão comum. É freqüente ouvir da sua boca: os polícias são isto, são aquilo, sem considerar os fatores que estão por detrás da sua atuação , o que aliás, caracteriza também o comportamento de muitos jovens em relação às forças da ordem, variando com o meio em que estes vivem e as experiências ou contatos que tiveram com as mesmas; compreende-se ainda que, partindo de exemplos de casos isolados, a sociedade formule opiniões estereotipadas acerca da polícia, da mesma forma que a polícia rotula determinados elementos da sociedade.
Porém, entramos num campo muito mais sensível, quando se trata de saber que postura têm os anarquistas face à polícia. Esta não deve ir na direção daquela que é a do comum dos cidadãos ou da sociedade, muito menos daquela que é a de alguns jovens. Não é o que em muitos casos acontece. Ninguém deve ser tão prudente e lúcido nas suas considerações sobre a polícia, no seu comportamento ante a polícia do que o anarquista. A natureza deste dever assenta no simples fato de o anarquista não ser ¿mais um crítico¿ da forma de atuar das forças policiais, mas sim o único que põe em causa a legitimidade da sua existência, e por conseguinte, visa criar um mundo onde não mais a polícia possa existir, pelo menos da forma como a conhecemos.
A sociedade atiça chuva de críticas à polícia quando ela não age de acordo com os seus interesses ¿ quem nunca conheceu pessoas que só se tornaram anti-polícias quando um familiar foi agredido, preso etc.... ou depois delas próprias terem sido vítimas de agressão policial ¿ e assume uma posição neutra durante a maior parte do tempo, pondo-se por vezes ao lado da polícia quando esta corresponde às suas expectativas. Eu, como anarquista, questiono, contesto, critico a polícia, não por ela agir assim ou assado, mas sim, porque "existe". O comportamento da polícia é um fator secundário, é por existir que age como age, que é o que é.
Se perdermos de vista esta verdade e cairmos no jogo da crítica barata, estaremos a entregar-nos aos nossos inimigos. Nem mesmo a sociedade escapa à minha ira contestatória, dado que ela própria tem uma conduta passiva relativamente à existência da polícia, para além de justificar as suas ações e crer profundamente na sua necessidade. Basta imaginar toda a sociedade virada para a idéia de que constitui uma necessidade construir um mundo que abdique de toda a autoridade, portanto, da polícia, para concluir que mudanças intensas ocorreriam, e também até que ponto ela pouco ou nada tem feito para que isso aconteça. Sendo assim, está claro que um dos maiores desafios e simultaneamente obstáculos que se nos apresentam , a nós anarquistas, é intrínseco àquilo que chamamos sociedade que é mais teimosa que-sei-lá-o-quê.
Existem dois erros fundamentais passíveis de serem cometidos pelos anarquistas, no tocante ao seu posicionamento face à instituição que se designa por polícia. O primeiro consiste em alinhar com os não-àcratas , que formam uma oposição tendente a desejar que a polícia mude o seu comportamento ou a sua atuação para melhor, o que só por si contraria os fins libertários, na medida em que deriva de uma análise superficial daquilo que é a polícia. O segundo grande erro, reflecte-se na atitude de muitos jovens, e prende-se com o fato de, na sua avaliação e crítica que fazem das autoridades policiais, os anarquistas salientarem apenas os aspectos negativos referentes às atividades desta ( os casos de corrupção, repressão...), ou seja esquecem-se de que a polícia exerce uma função "negativa útil" e outra "positiva útil", esta última, nomeadamente quando, para enfatizar o seu papel de servidor público, procura realçar aspectos comunitários do seu serviço. Este é um defeito visível nos anarquistas que se concentram demasiado na crítica social, sem tanto planear o futuro. Está presente em inúmeros escritos de carácter libertário, quer dos primórdios do anarquismo, quer de teóricos mais atuais. Tenho sérias dificuldades em perceber o que realmente pretendem, aqueles que se denominam anarquistas ou libertários, quando apelam ¿ polícia para casa já¿ e outras baboseiras do gênero, sem mais nem menos, sem mas nem porquês.
Em 1997 uma greve de 18 mil políciais na cidade de Recife no Brasil, deixou mais de um milhão de habitantes sem proteção policial. Durante cinco dias terríveis, o índice diário de homicídios triplicou, houve oito assaltos a bancos, tiroteios num centro comercial e num bairro da classe alta. Isto acrescido de desobediência total às regras e leis de trânsito. O instituto médico-legal ficou hiperlotado em conseqüência da onda de crimes, e o maior hospital daquele estado foi incapaz de atender um número elevadíssimo de pessoas esfaqueadas, baleadas que se estendiam pelos corredores. Para além de demonstrar o quão dependentes da polícia estamos, e o que poderia acontecer se o desejo daqueles libertários fosse satisfeito, este exemplo só vem confirmar a necessidade não de manter, mas sim, a necessidade de erradicar de vez , toda a força policial. É precisamente por estarmos tão dependentes da polícia que devemos acabar com ela, porque isso equivale a dizer que o homem tem-se condicionado a si mesmo, com o poder e autoridade, desviando-se das metas às quais julga importante atingir, por fraqueza , e punindo-se constantemente a si próprio por isso. Nessas condições, não se pode considerar livre, no verdadeiro sentido do termo. Urge portanto acordar o homem. Com efeito, isso não pode acontecer de noite para o dia, assim como a polícia não pode desaparecer de uma hora para outra. O então Secretário da Justiça Brasileira afirmou :"estamos a presenciar uma anarquia sem precedentes".
Ele errou completamente na terminologia, pois, o que aconteceu não podia ser mais radicalmente contrário à verdadeira anarquia, visto que não é mais do que um reflexo da falta de liberdade humana. A anarquia não virá dessa forma caótica. Ela só virá quando a instrução e a educação estiverem viradas para a liberdade. Enquanto não conseguirmos convencer o todo social, através de práticas e todos os meios que estiverem ao nosso alcance, de que a polícia, assim como todo o governo do homem pelo homem, são contrários à vida tal como queremos que seja, e que com eles encurralámo-nos a nós próprios, e de que o essencial não é trabalhar para os tornar perfeitos, mas sim para os destruir de forma consciente e consentida, é inútil estarmos com ilusões que a realidade tão claramente contraria.
O problema fundamental que se nos afirma, não é a polícia em si, mas as condições que justificam a sua existência. Se não as eliminarmos, não eliminaremos a polícia. E o mesmo digo para os tribunais, o exército etc. É muito fácil invocar instintivamente "abaixo os muros das prisões". Criar condições para que deixem de existir, já não se revela tão fácil. Muitos libertários são incapazes de perceber a contradição em que caem quando, por exemplo, lutam para melhorar as condições dos presos nas prisões. Essa luta constitui um "erro" tremendo. A melhor prenda que podemos oferecer aos donos do sistema é essa; é fugir à questão do fundo, que consiste em destruir as estruturas que legitimam as prisões, permanentemente reforçadas pelas condicionantes sociais, das quais as mais importantes são as desigualdades sociais, só depois em abolir propriamente dito, as prisões. Não é que eu seja a favor dos maus tratos nas prisões, nem que aprove as condições miseráveis que reinam em muitas delas, muito pelo contrário. Mas é que, o que fundamentalmente me interessa e preocupa é que existam pessoas dotadas da faculdade de permitir e manter tais situações, numa palavra, o que me realmente me incomoda é que haja autoridade . Assim, não posso agir como se estivesse perfeitamente integrado e conformado, exigindo ao Estado que melhore o seu sistema prisional. Pelo contrário. Farei tudo o que puder fazer, para que desapareça o mais depressa possível, pegando nas causas que o sustentam, e tendo sempre presente o que quero em seu lugar, ou invés dele.
Não devemos, nem podemos sob pena de trairmos a verdadeira causa que nos guia, compactuar direta ou indiretamente com os elementos do poder, que habilmente neutralizam os efeitos das nossas reivindicações, esvaziando-as , vulgarizando-as.
Anarquismo
ANARKOMENTÁRIOS:
PRINCIPIOS BASICOS
ANARQUISMO
Doutrina que considera o governo ou qualquer dominação como um mal.
Baseado em dez princípios:
1)AUTONOMIA respeito às decisões, vontades, e opiniões do indivíduo em
relação ao grupo e vice-versa
2)APOIO MÚTUO ajuda entre os seres de uma organização social.
3)AUTOGESTÃO a comunidade cuidando diretamente de seus próprios de-
veres e interesses.
4)INTERNACIONALISMO extinção das fronteiras, nacionalidades, do patriotismo.
5)ANTIMILITARISMO contra o autoritarismo, a hierarquia, o serviço militar obrigatório.
6)AÇÃO DIRETA você faz e decide diretamente tudo que lhe diz respeito, em
oposição a idéia de representação.
7)AUTODEFESA conquistar sua liberdade a todo custo.
8)VIVER A VIDA fazer a sua parte em prol de uma melhoria global.
9)INDIVIDUALISMO todos somos únicos, incopiáveis, livres e incensuráveis.
10)APARTIDARISMO negação das organizações camufladas de democráticas que
são de origem repressora e ditatorial.
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