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[[[[[ Segunda-feira, Outubro 18, 2004 ]]]]]
Todos Contra Nós, Nós Contra Todos!
Nunca como agora se nos deparou a ocasião para demonstrar que no Brasil há anarquistas dispostos a agir com energia e atividade, provando que não nos amedrontam ameaças dos poderosos nem as baixezas vis dos pretendidos amigos que em tempo de paz não hesitariam em aliar-se a nós, se nós aceitássemos conúbios e alianças duvidosas.
Chegou o momento de sacudir a apatia, de abandonar a indiferença para espalhar as nossas idéias, intensificando o mais possível a nossa propaganda ao mesmo tempo em que nos defendemos dos ataques que de todos os lados partem contra nós.
A imprensa faz circular a nosso respeito às calúnias mais infamantes e velhacas e incita o governo a agir contra nós enérgica e imediatamente.
O deputado Alcindo Guanabara, republicano avançado com misturas socialistas, lançou desde as alturas do Parlamento o seu terrível anátema contra nós, dano provas da mais insidiosa má-fé ou de ignorância sobre tudo quanto se refere à Anarquia e aos anarquistas.
A imprensa pseudo-socialista aproveita a ocasião para nos combater apontando-nos como perigosos e subversivos, instigadores da revolta e pregadores da Revolução Social.
Todos apontam sobre nós o índex terrível e acusador; os católicos reacionários de uma maneira brutal, descarada, franca e velhaca; os liberais e democratas de um modo hipócrita, canalhesco e repugnante, desvirtuando as nossas idéias, atribuindo-nos procedimentos falsos e indignos. Todos estão de acordo em que o perigo existe e esse perigo são os anarquistas, só os anarquistas.
Assim vemos o deputado Guanabara, e com ele o Avante, indicando ao governo que a única via de salvação está em fazer uma legislação operária, concedendo reformas para afastar o proletariado das correntes revolucionárias e anarquistas porque enveredou. Isto é, aconselha-se ao governo que procure habilmente enganar mais uma vez os operários fazendo-lhes entrever um horizonte de bem-estar e de liberdade que jamais gozarão porque impossível no estado atual de coisas, procurando assim obstaculizar a marcha da revolução, colocando-lhe na frente travas e engodos, com o que pensam que conseguirão retardar mais algum tempo a derrocada do seu domínio.
Mas qual a razão desse ódio feroz, dessa guerra de morte contra nós declarada, aberta e brutalmente por uns, insidiosa e hipocritamente por outros?
Qual a razão?... É muito simples.
Alcindo Guanabara bem o disse no Parlamento.
Para nós a obra legislativa dos governos não merece aplausos; ao contrário, exercemos sobre ela a mais acerba crítica. Estamos fartos de panacéias inúteis e inconcludentes. Não queremos mais sofrer as mistificações dos panegiristas da Justiça, da Razão e do Direito, estampados nos papéis da Constituição e sancionados por uma assembléia qualquer.
Pregamos a não obediência às leis, o desrespeito à propriedade açambarcada e à moral dos hipócritas.
Procuramos inculcar nos operários o amor pelo estudo a fim de se tornarem homens aptos para se emancipar a si próprios, prescindindo de chefes e guias que até agora os conduziram à ruína e aos mais horríveis precipícios.
Gritamos constantemente ao trabalhador: Ergue-te, encara de frente e com valentia os teus tiranos, sê homem; conquista o teu bem-estar, mostra com os fatos e não com palavras que a ele tens direito!
Eis porque todos, desde o católico ao pseudo-socialista, nos apontam com o dedo e descarregam toda a sua bílis, toda a sua cólera cega de sectários contra nós, os anarquistas.
Pois bem, venham sobre nós todas as culpas, surjam à nossa frente os vilões, os hipócritas e os segregados.
Não recuaremos um passo. Se todos são contra nós, teremos vontade e energia para enfrentá-los a todos.
Anarquistas, a postos!
-Manuel Moscoso
[[[[[
"Me, Myself And I", 12:18 AM ]]]]]
[[[[[ Domingo, Outubro 17, 2004 ]]]]]
Nunca como agora se nos deparou a ocasião para demonstrar que no Brasil há anarquistas dispostos a agir com energia e atividade, provando que não nos amedrontam ameaças dos poderosos nem as baixezas vis dos pretendidos amigos que em tempo de paz não hesitariam em aliar-se a nós, se nós aceitássemos conúbios e alianças duvidosas.
Chegou o momento de sacudir a apatia, de abandonar a indiferença para espalhar as nossas idéias, intensificando o mais possível a nossa propaganda ao mesmo tempo em que nos defendemos dos ataques que de todos os lados partem contra nós.
A imprensa faz circular a nosso respeito às calúnias mais infamantes e velhacas e incita o governo a agir contra nós enérgica e imediatamente.
O deputado Alcindo Guanabara, republicano avançado com misturas socialistas, lançou desde as alturas do Parlamento o seu terrível anátema contra nós, dano provas da mais insidiosa má-fé ou de ignorância sobre tudo quanto se refere à Anarquia e aos anarquistas.
A imprensa pseudo-socialista aproveita a ocasião para nos combater apontando-nos como perigosos e subversivos, instigadores da revolta e pregadores da Revolução Social.
Todos apontam sobre nós o índex terrível e acusador; os católicos reacionários de uma maneira brutal, descarada, franca e velhaca; os liberais e democratas de um modo hipócrita, canalhesco e repugnante, desvirtuando as nossas idéias, atribuindo-nos procedimentos falsos e indignos. Todos estão de acordo em que o perigo existe e esse perigo são os anarquistas, só os anarquistas.
Assim vemos o deputado Guanabara, e com ele o Avante, indicando ao governo que a única via de salvação está em fazer uma legislação operária, concedendo reformas para afastar o proletariado das correntes revolucionárias e anarquistas porque enveredou. Isto é, aconselha-se ao governo que procure habilmente enganar mais uma vez os operários fazendo-lhes entrever um horizonte de bem-estar e de liberdade que jamais gozarão porque impossível no estado atual de coisas, procurando assim obstaculizar a marcha da revolução, colocando-lhe na frente travas e engodos, com o que pensam que conseguirão retardar mais algum tempo a derrocada do seu domínio.
Mas qual a razão desse ódio feroz, dessa guerra de morte contra nós declarada, aberta e brutalmente por uns, insidiosa e hipocritamente por outros?
Qual a razão?... É muito simples.
Alcindo Guanabara bem o disse no Parlamento.
Para nós a obra legislativa dos governos não merece aplausos; ao contrário, exercemos sobre ela a mais acerba crítica. Estamos fartos de panacéias inúteis e inconcludentes. Não queremos mais sofrer as mistificações dos panegiristas da Justiça, da Razão e do Direito, estampados nos papéis da Constituição e sancionados por uma assembléia qualquer.
Pregamos a não obediência às leis, o desrespeito à propriedade açambarcada e à moral dos hipócritas.
Procuramos inculcar nos operários o amor pelo estudo a fim de se tornarem homens aptos para se emancipar a si próprios, prescindindo de chefes e guias que até agora os conduziram à ruína e aos mais horríveis precipícios.
Gritamos constantemente ao trabalhador: Ergue-te, encara de frente e com valentia os teus tiranos, sê homem; conquista o teu bem-estar, mostra com os fatos e não com palavras que a ele tens direito!
Eis porque todos, desde o católico ao pseudo-socialista, nos apontam com o dedo e descarregam toda a sua bílis, toda a sua cólera cega de sectários contra nós, os anarquistas.
Pois bem, venham sobre nós todas as culpas, surjam à nossa frente os vilões, os hipócritas e os segregados.
Não recuaremos um passo. Se todos são contra nós, teremos vontade e energia para enfrentá-los a todos.
Anarquistas, a postos!
-Manuel Moscoso
[[[[[
"Me, Myself And I", 2:06 AM ]]]]]
[[[[[ Domingo, Outubro 10, 2004 ]]]]]
UMA VEZ GANGUISTA, GANGUISTA ATÉ MORRER
Eu quando morava em SP fiz parte da Irmandade Punk, um grupo de punks amigos como dizia o nome. Para alguns isso foi uma gangue, mas se isto foi realmente, éramos a gangue mais boazinha de todas longe, porque nunca agimos como outros grupos ganguistas que aliavam-se à carecas, batiam em homossexuais, brigavam entre si (ocorrendo até morte de vez em quando). Tampouco assumiamos uma postura anti-anarco-punks. Eu também toquei baixo numa banda que hoje me dá vergonha dizer (Calibre 12). No seu início fazíamos covers do Garotos Podres, Vírus 27, Exploited, e outras bandas horríveis. Também tocamos junto com outras bandas e grupos ganguistas e até com o Vírus 27. Bem o tempo passou, hoje sou um pouco mais politizado e conhecedor da cultura punk. Jamais tocaria numa banda como o Calibre 12 novamente e etc., só que até hoje ainda carrego sequelas por ter sido um punk da irmandade. Quando mudei para o RJ logo escrevi ao MAP/RJ pedindo para entrar em contato, mas ninguém me respondeu. Mais tarde fui saber que não fui respondido por ser "ganguista". Escrevi também para outro amigo meu do RJ com o qual me coorespondia e também não obtive resposta, talvez pelo mesmo motivo, não sei.
Felizmente, conheci um pessoal legal aqui no RJ e hoje milito no GRUPO ANARQUISTA MUTIRÃO, sem perder a identidade punk, e toco numa banda HC: VERITAS ODIUM PARIT. Como experência por ter participado de uma gangue (?), posso dizer que mesmo nestas gangues existem pessoas com bastante potencial para tornarem-se como dizem: "punks de atitude" e dispostas a por o Cu na reta pela revolução. O que elas precisam é de informação. Agredindo estas pessoas você os incentiva a seguirem idéias de seus amigos violentos e preconceituosos a não gostarem de você e nunca ouvirem o que você têm a dizer. Ninguém nasce formado em cultura punk e aposto que muitos noise-cores por aí já curtiram seu Sex Pistols, Ramones, Exploited, Cólera, R.D.P.... Se você não tem pique pra conversar com o pessoal novo no movimento, eu até posso (tentar) comprender mas lembre-se que um dia você também começou no zero. Incentive os novos punks, não os espante. Quanto aos ganguistas. eles podem mudar sim. Eu sou uma prova disto.
"Por mais longa que seja a caminhada sempre haverá o primeiro passo"
Façamos com que nossos companheiros e/ou os equivocados tomem o atalho.
OBS.: Este texto pode parecer para alguns que sou extremamente bonzinho para com os ganguistas. Que fique bem claro que acredito que certos ganguistas não têm solução. Para estes que deturpam nosso movimento com convicção sou à favor da denúncia e do boicote. Quanto a agredi-los fisicamente, seria o mesmo que rebaixarmo-nos à eles (salvo em autodefesa é claro).
Matéria retirada do Zine Lumpem
ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[
Berna, 11:20 AM ]]]]]
[[[[[ Domingo, Outubro 03, 2004 ]]]]]
Festival Punk Rock Invasion traz ícones da cena punk mundial ao Brasil!!!
Está confirmado! Nos dias 20 e 21 de novembro deste ano vai rolar em São Paulo aquele que tem tudo para se tornar o mais forte festival internacional de punk rock já feito em nosso país. Trata-se do Punk Rock Invasion, um projeto de festival idealizado há alguns anos pelo selo e produtora Ataque Frontal, agora colocado em prática e com sua primeira edição confirmada para novembro.
A idéia é trazer todos os anos pelo menos três bandas de punk rock e/ou hardcore de renome na cena mundial, para tocar ao lado de bandas brasileiras com forte projeção e perspectivas na cena nacional. Para a primeira edição, dentre as estrelas confirmadas estão os ingleses do G.B.H, lendária banda do começo da década de 80, com uma legião de fãs em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil, onde são idolatrados por quem curte o verdadeiro punk rock. Ainda entre as estrelas estão os americanos do The Queers, power trio que toca como ninguém seu punk rock bubblegum, também formado no início dos anos 80, influenciado pelos Ramones e pela surf music dos pioneiros Beach Boys e Trashmen.
Fechando a presença estrangeira na primeira edição do Punk Rock Invasion, vem a banda argentina Doble Fuerza, ícone do street punk portenho e latino-americano, formada em 1987 na capital Buenos Aires. Estes argentinos trazem em seu som toda a garra e a fúria do punk rock das ruas, que mesmo com toda a sua rebeldia não perde o bom humor e o efeito diversão, que com a qualidade musical demonstrada pela banda, torna o show do Doble Fuerza em uma verdadeira festa.
As bandas brasileiras escolhidas para esta primeira edição são Carbona, Lambrusco Kids, Os Excluídos, 88Não! e Kretinos 74. Os shows rolam nos dias 20 e 21 de novembro (sábado e domingo) na cultuada casa Hangar 110 em São Paulo. No dia 20 (sábado) tocam G.B.H (Inglaterra), Lambrusco Kids, Doble Fuerza (Argentina) e 88Não! No dia 21 (domingo) é a vez do The Queers (EUA), Carbona, Os Excluídos e Kretinos 74. Os ingressos antecipados com desconto já estão sendo vendidos na loja Estrondo, na Galeria do Rock em São Paulo, Tel: (11) 3361-8961. Certamente estes ingressos serão esgotados em poucos dias, porque o peso das atrações internacionais, aliado às bandas nacionais envolvidas e ao festival como um todo, vai fazer com que os cerca de 800 ingressos disponibilizados para cada dia do festival desapareçam de repente. Portanto, fique ligado e adquira o quanto antes o seu ingresso para o Punk Rock Invasion!
Maiores detalhes em www.ataquefrontal.com
Fonte: www.portaldorock.com.br
ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[
"Me, Myself And I", 1:32 PM ]]]]]