Anarchy Power!!!
"Resistiremos até o fim!"


Mande-nos um e-mail!!!: anarchypower@bol.com.br

Visitors:

Visito:
HYLARIO!, Teatro das Idéias.
Outros Links:

Powered by Blogger Template desenvolvido por Blog Templates

POSTS
[[[[[ Domingo, Agosto 27, 2006 ]]]]]

Loucos?

Ééé, lá vamos nós mais uma vez, estou pegando gosto por escrever textos.
Dessa vez o que me atormenta não são falsos punks, ou uma reflexão sobre algo...
O que me intriga nesse exato momento são todo e qualquer tipo de intolerância/rejeição que sofremos dessa sociedade hipócrita em relação ao que pensamos e em relação a nossas atitudes.
Eles dizem que nós somos loucos, apenas por questionarmos tudo o que está ao nosso redor, tentando nos impor um falso moralismo.
Não entendo como podem nos discriminar e dizer que somos fora do comum, apenas por causa de coisas como essa, apenas por usarmos (não no meu caso), cabelos diferentes, roupas rasgadas, simbolos de luta por um mundo melhor.
Talvez seja porque temos um senso de união maior, ou mesmo mais inteligiência e sabemos que as coisas não estão indo do jeito que deveria ser para que houvesse um bem maior para todos.
Dizem por ai "Você é louco, olha o tipo de música que ouve, olhe só suas roupas...", olhe isso, olhe aquilo...
Acredito que esse pessoal nunca parou para se olhar uma vez no espelho, ou apenas têm um nível tão alto de alienação que também nunca devem ter se perguntado o porque das coisas, o porque disso ser do jeito que é e não se poderia haver outa alternativa.
Mesma coisa se aplica em relação a religião e outras coisas do genêro, se você diz a alguém "Desculpe, mas não sou religioso, tenho minhas crenças, mas não vem ao caso...", já dizem na hora que somos rebeldes, ou algo do tipo "Como pode você não acreditar (por exemplo) na Bíblia que é o livro no qual está escrito as próprias palavras de Deus".
Se num momento como desse nós dissermos "Como eu vou acreditar, não estive lá presente para ter provas de que o referido é verdade" entre outras. Novamente viramos motivos para sermos tachados infinitas vezes de loucos e por ai vai.
Quero deixar claro que para mim, não somos nós os loucos.
Os loucos são eles, que acreditam em tudo que são enfiados por suas gargantas abaixo, sem ao menos se questionar sobre.
Por fim, gostaria de dizer que nunca, nunca mesmo, deixem-se abalar pelo que acham de você, se disserem que você é louco, simplesmente agradeçam o elogio e dêem um simpático sorriso.
Antes um louco com pensamentos e atitudes dignas do que um alienadão fodão.
Apesar de eles serem os loucos, as vezes é muito bom ser chamado de louco.
Claro que não quero generalizar os fatos, alguns poucos deles também se salvam.
Mas enfim...

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ Myself, 1:36 AM ]]]]]
[[[[[ Sábado, Agosto 19, 2006 ]]]]]

Bom, depois de muito tempo sem aparecer, estou de volta, e gostaria de postar uma coisa que me fez pensar um pouco antes de respoder, foi uma entrevista que me foi feita por uma aluna de uma faculdade de filosofia.

TRIBOS URBANAS - ENTREVISTA

Nome: Bernardo Saraiva Ferracini

1- O que te levou a entrar nesta tribo urbana (punk)?
O modo de vida ¿PUNK¿ não é apenas uma tribo, é uma forma alternativa de vida, tomando atitudes diferenciadas das até então tomadas diante de uma sociedade capitalista ao extremo.

2- Com quantos anos de idade você aderiu a este grupo?
Aderi ao movimento com 13 anos, ao aderir a esse movimento, comecei como a maioria dos ¿novos punks¿ de modo falho, mas com o tempo descobri a realidade real de um punk, e me apaixonei por esse modo de vida.

3- Como os punks são vistos perante a sociedade?
Perante a sociedade, o punk é visto como um movimento de ladrões, desocupados, arruaceiros, e pessoas de má índole em geral, até mesmo pelo rotulo PUNK, ter uma tradução, com significado próximo a ¿vagabundo¿.

4- Qual a mensagem que este grupo pretende transmitir para a sociedade?
Os verdadeiros Punks, tentam levar uma ideologia de liberdade de expressão, mas como em todo movimento, criam-se vertentes desse movimento, tais como o ANARCO-PUNK que é o punk que luta por uma sociedade igualitária e anarquista, o ERA-PUNK que nada mais é do que o punk de rua, de movimentos extremistas, gangues ou mesmo independentes, o PUNK-OI que é o Punk nacionalista, extremamente voltado para ideais conservadores, integralistas, e antianarquistas, o STREET-PUNK, que é uma decorrência do ERA porem apenas se baseia em visual, atitudes depredantes, como beber, usar drogas e arranjar brigas, e o verdadeiro PUNK, que é o Punk por natureza, com atitudes perante a sociedade, o verdadeiro punk não depreda, pois do bolso do trabalhador que sairá a verba para arrumar o que for depredado, o verdadeiro punk não necessita de dinheiro a mais do que a sua necessidade, apenas trabalhar para se manter, sendo que 90% desses punks, se propõem a fazerem atividades beneficentes, para entidades. Filantrópicas ou carentes, o verdadeiro punk não é uma cria da sociedade, e sim uma cria de um ideal maior de união e respeito mutuo.

5- Os punks exigem algo das pessoas que queiram aderir a este grupo?
Os punks normalmente são seletivos quanto aos que aderem a esse grupo, pois não gostam de pessoas influenciadas pela ¿moda punk¿, e assim de modo falho os ¿novos punks¿ entram para gangues e facções para serem aceitos, mas também há aqueles que são independentes e começam por sentirem falta de um ideal próprio.
A ideologia punk hoje em dia é difundida de maneira erronia, e assim parece ser um movimento de desocupados e arruaceiros.

6- Como foi a aceitação da sua família quando você uniu-se a esta tribo?
Sou de uma família socialista e de extrema esquerda, perseguidos pela ditadura e em prol de um mundo melhor, sendo assim, me apoiaram a ir atrás de um ideal que acredito ser fundamental para uma sociedade igualitária, a liberdade de expressão.

7- Você trabalha no momento? Você enfrentou ou enfrenta alguma dificuldade no seu ambiente de trabalho pelo fato de ser punk?
Trabalho, sou autônomo na área de teatro com parte técnica de iluminação, então é um meio onde à aceitação de todo tipo de gente, uma área onde existe realmente uma liberdade de expressão.

8- Com o seu estilo você já influenciou outras pessoas a participarem deste grupo?
Sim, todos os dias nos influenciamos dezenas de pessoas a pensarem como nós, pois temos trabalhos de divulgação on-line e panfletagem para nosso movimento, mostrando assim para as pessoas que ser um punk não é ser um arruaceiro, e muitas dessas pessoas vem conhecer nosso estilo de vida, que é muito difundido na musica.

9- Este grupo tem algum líder que é conhecido por várias ¿comunidades¿ punks?
Não participamos de grupos, um grupo de amigos punks, quando se juntam, acabam virando uma gangue (sem exceções) então, acreditamos num convívio social de amigos que se juntam para fazer festas e tocar com nossas bandas. Sendo assim centenas de punks conhecidos e de diversas gangues e facções participam desse convívio.

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ Berna, 12:44 AM ]]]]]
[[[[[ Quarta-feira, Agosto 09, 2006 ]]]]]

Cotas De Discriminação

Durante esta semana, entrou novamente em debate o assunto sobre as cotas para negros nas universidades do país. Ouvimos diversas opiniões diferentes, mas infelizmente, poucas são sensatas. O mundo luta por condições mais justas, por igualdade, por solidariedade. Nós estamos caminhando em direção contrária, decidindo que segregar é a forma de tornar as coisas mais justas, esquecendo da união.
Para minimizar os problemas sociais e raciais que temos no Brasil, decidiram instituir cotas para negros nas universidades, como se esta medida fosse a solução para todos os problemas de educação e injustiça que o país apresenta. Acredito que a solução encontrada só aumentará o problema da discriminação que temos no país. Para começar, o nome "cotas para negros" é um absurdo. Quer dizer então que só os negros tem dificuldade para ingressar numa faculdade? Quer dizer que só os negros são pobres? Quer dizer que todos os negros são pobres? Não existem brancos pobres? Índios pobres? Orientais pobres? Quer dizer que só os negros não conseguem ter uma boa formação fundamental? Quer dizer que os negros são incapazes de estudar e precisam ter vagas à parte para entrarem numa universidade? Eles têm alguma coisa de errado? Isto é uma afronta para a população negra, que deveria manifestar repúdio a esta nomenclatura e a estas cotas.
Falando em nomenclaturas discriminatórias, o que falar da forma como o IBGE classifica a população negra? Pretos e pardos. Uma tremenda falta de respeito! Uma sugestão para o IBGE é a mudança na nomenclatura para denominar os brancos. "Branquelos e idiotas" seria a melhor opção, pois só um "Branquelo e idiota" poderia denominar os negros como "Pretos e Pardos".
O que podemos notar, é a preocupação demasiada e incorreta do governo com o ensino superior brasileiro, enquanto o foco deveria ser o fortalecimento do estudo público fundamental e médio, o que tornaria todos os cidadãos mais aptos a ingressarem nas universidades. É impressionante a quantidade de professores incapazes que lecionam nas escolas públicas, pessoas que nem sabem escrever corretamente, que não tem opinião formada sobre assuntos importantes. Professores estes, que conseguiram um diploma graças a estas faculdades medíocres que se multiplicaram no país, aumentando ainda mais o problema da mão-de-obra mal qualificada e do desemprego. Como estes professores irão passar uma educação com qualidade aos alunos nesta fase de suma importância da vida? Qual será o caráter destes alunos? Quem servirá de espelho para eles? Como será a preparação destes estudantes quando forem prestar vestibulares? Todos sabem as respostas para estas perguntas, mas ninguém no congresso é capaz de visualizar a raiz do problema, pois também são despreparados, começando pelo chefe maior, mas este é outro assunto.
Os negros são tratados de uma forma constrangedora em todo o mundo. Depois de promover e continuar promovendo injustiças contra a raça negra, os brancos se sentiram na obrigação de ajudar os negros, tratando-os como "coitadinhos". Os negros não querem ser ajudados pelos brancos, tratá-los como coitados só fará com que eles tenham mais ódio dos brancos. Os negros e outras classes desfavorecidas querem apenas ter condições iguais à dos outros: ter boas escolas para freqüentar, ter empregos, conseguir entrar numa faculdade por seus próprios méritos, ter uma boa moradia, ter acesso à cultura, ter uma boa alimentação. Nada difícil de ser conseguido se as pessoas que estão no poder se esforçarem para investir na fonte dos problemas.
As cotas para negros nas universidades são apenas mais um "favorzinho imprestável" dos "Branquelos e idiotas" para os negros "coitadinhos". Vamos lutar contra isso! Reformas no ensino público fundamental e médio são as maiores necessidades. Só assim haverá igualdade social e acabaremos com as cotas discriminatórias, pois acima de sermos negros, brancos ou amarelos, somos o povo brasileiro.

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ RAMONES, 6:23 PM ]]]]]
[[[[[ Sexta-feira, Agosto 04, 2006 ]]]]]

"Kurt Cobain: About a Son"

A primeira grande produção da produtora Sidetrack, o filme "Kurt Cobain: About a Son" terá sua premiére no Toronto Film Festival. O filme, no qual Kurt Cobain conta sua vida com suas próprias palavras, é obra do diretor AJ Schnack e baseada em entrevistas inéditas entre Kurt Cobain e Michael Azerrad, para seu livro "Come as You Are: The Story of Nirvana". AJ filmou nos lugares reais em Aberdeen, Olympia e Seattle, onde Kurt viveu, trabalhou, tocou e se tornou uma estrela do rock. O filme conta ainda com fotografias de Charles Peterson, daquela época. Com músicas que influenciaram Kurt Cobain, de David Bowie a REM, de Butthole Surfers a Mudhoney, você terá um filme que a Sidetrack lança com muito orgulho.

ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[ RAMONES, 6:31 PM ]]]]]