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[[[[[ Sábado, Outubro 28, 2006 ]]]]]
Tipos de anarquismo: Ontem e hoje.
Anarco-Individualismo
Ontem: Essa é a cara egoísta do anarquismo, inspirada nas idéias do alemão Max Stirner. Ele falava que era preciso atacar tudo o que contrariasse a vontade do indivíduo e evitar qualquer tipo de vínculo, regra ou moral. "A única regra sou eu", dizia.
Hoje: Psicanalistas afirmam que o pensamento de Stirner sobrevive na visão do progresso próprio, como propõem os livros de auto-ajuda. É aquela coisa do "você consegue vencer", "você pode ultrapassar os obstáculos", que talvez ajudasse mais se essas obras também incentivassem a confiança nos outros.
Anarco-Capitalismo
Ontem: O economista austríaco Ludwig von Mises foi o pai dessa tendência, também chamada de libertarianismo. Seus discípulos são contra o Estado, mas a favor da propriedade privada. Dizem que tudo que os governos fazem, os indivíduos e as empresas podem fazer melhor.
Hoje: Associações de bairro contratam equipes de segurança porque já não querem depender do governo. Fundações como a de Bill Gates doam milhões de dólares para ajudar a combater epidemias. E até mesmo governos do mundo todo passam a terceirizar serviços.
Federalismo
Ontem: O pensador Joseph Proudhon pregava organização dos indivíduos a partir de múltiplos contratos: individuais, profissionais e universais. As associações operárias dariam conta do recado usando autogestão e coletivismo.
Hoje: Iniciativas como a Wikipedia, e troca de vídeos estão transformando a internet em uma nova forma de organização social. Pessoas do mundo todo compartilham informação e aprimoram os trabalhos de forma coletiva. Esse sistema esta sendo incorporado por empresas e grupos de pesquisa.
Anarco-Sindicalismo
Ontem: A espanhola Federica Montseny via no sindicato o principal instrumento da luta anarquista, cuja grande arma era a greve geral. Ela participou da Confederação Nacional do Trabalho (CNT), da Espanha, em que sindicatos se organizavam de baixo pra cima sob os princípios de ajuda mútua e ação direta.
Hoje: Acontece o contrário. Os sindicatos deixaram de ser instrumentos de conquista operária, como no Brasil dos anos 70. Ou sofrem de esvaziamento ou de autoritarismo. O anarquista Malatesta já alertava que o sindicato deveria ser temporário para não cair nos vícios dos partidos.
Anarco-Comunismo
Ontem: Bakunin e Kropotkyn buscaram um equilibrio entra a idéia de "indivíduos acima de tudo" e a economia coletivizada. A propriedade estaria nas maõs de instituições voluntárias, que dariam ao trabalhador o direito de desfrutar do produto de seu próprio trabalho.
Hoje: Essa visão floresceu em fábricas e cooperativas onde não existe a figura do patrão nem do empregado. Hoje, mais de 300 empresas de porte médio trabalham no sistema de autogestão. O anarco-comunismo também combina com a ecologia social e sua máxima "agir local, pensar global".
Fonte: Revista Super Interessante.
Edição 231 - Out/2006
ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[
Myself, 4:52 AM ]]]]]
[[[[[ Sábado, Outubro 14, 2006 ]]]]]
Veganismo
O veganismo é, simultaneamente, um tipo de dieta vegetariana e uma filosofia de vida.
Os veganos não consomem quaisquer produtos de origem animal (alimentares ou não alimentares), nem usam produtos que tenham sido testados em animais ou incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.
Embora a filosofia vegana tenha sido praticada desde há milhares de anos, por pequenas comunidades ou indivíduos, o termo vegan (mais tarde traduzido para o português vegano), foi usado pela primeira vez em 1944, pela Associação Vegetariana Inglesa.
Muitos veganos começaram por ser vegetarianos, tornando-se mais tarde veganos por razões éticas. De resto, as suas motivações coincidem, muitas vezes, com as dos vegetarianos.
Alguns dos produtos que os veganos não consomem incluem: alimentos com ingredientes de origem animal; artigos de pele, lã e afins; medicamentos e cosméticos testados em animais; serviços que impliquem exploração de animais.
Alimentos
Carne, peixe, marisco, lacticínios e ovos, ou alimentos que os incluam na sua composição, não fazem parte da dieta vegana. O mel é um produto controverso, mas geralmente é boicotado também pela maioria dos veganos, pricipalmente daqueles que se posicionam de forma abolicionista em relação aos direitos animais.
Peles, lãs e outros
Artigos em pele, couro, lã, seda, marfim ou outros materiais de origem animal são também preteridos, pois implicam o sofrimento e a morte dos animais que lhes deram origem. Do ponto de vista do vegano, estes artigos só poderiam ser utilizados se houvesse a garantia de que o animal estava morto antes de lhes serem retirados.
Medicamentos e cosméticos
Apenas em casos muito extremos um vegano aceita medicamentos testados em animais. O vegano defende que a evolução científica permitiu desenvolver modelos computacionais suficientemente fiáveis para testar os produtos desenvolvidos. Além disso, o facto de um medicamento ser seguro num animal não prova que o seja no Homem, dadas as diferenças biológicas. Quanto aos cosméticos, os veganos preferem os naturais, e são divulgadas entre a comunidade vegana extensas listas de marcas e empresas de produtos veganos e/ou não testados em animais.
Circo e outros espectáculos
Os circos com animais, rodeios, vaquejadas, as touradas, os jardins zoológicos, são também alvo de críticas das comunidades veganas, porque qualquer deles implica sofrimento e privações para os animais. Estes que tiveram de ser deslocalizados dos seus ambientes naturais, privados dos seus hábitos, das suas comunidades e dos seus habitats naturais, apenas para satisfazer os nossos desejos.
ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[
Myself, 1:05 AM ]]]]]
[[[[[ Domingo, Outubro 08, 2006 ]]]]]
Documentário "Botinada"
Acabou de ser lançado em dvd pela ST2 o documentário "Botinada".
O filme é sobre o começo do Punk no Brasil, no período entre o final dos anos 70 até 84. Com mais de 70 entrevistados, imagens raras e inéditas e uma pesquisa extensa nos jornais e revistas da época, o diretor Gastão Moreira (aquele mesmo, da mtv/muzikaos) conseguiu reunir um material precioso.
A produtora Toro é responsável por todas as vinhetas e visual do documentário.
Em São Paulo vai acontecer uma exibição gratuíta do filme no dia 11 de Outubro, ás 20:00 horas na Sala Cinemateca (Largo Senador Cardoso, 207, Vila Mariana).
Em www.zonapunk.com.br/multimidia.php você consegue ver p trailer do filme!
ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[
RAMONES, 10:14 AM ]]]]]
[[[[[ Terça-feira, Outubro 03, 2006 ]]]]]
A mãe natureza
Céu avermelhado, calor intenso reverberando no ar, crepitando faíscas.
Árvores caindo nas chamas, se tornando brasas e cinzas.
Bichos tombando nas labaredas e morrendo.
Som misturado de gritos e gemidos
asas queimadas tentando levantar vôo para salvar o corpo pesado.
Macacos em desespero, abraçados aos filhos, atirando-se no fogo.
Ninhos queimados cozendo filhotes pelados.
Animais desembrestados fogem, mas carregam consigo um facho que alastra o pavor.
Estalos contínuos das labaredas se erguem para em seguida derrubar e matar a vida que não consegue sair do lugar.
A moto-serra esfrega no corpo indefeso
a poeira embaça os olhos que não vertem lágrimas porque o coração nada sente.
Os bichos procuram outras veredas e sucumbem.
Pássaros confinados em prisões reduzidas, a eles só resta cantar, porque não sabem chorar.
Ela vê e chora. Sente-se mutilada, exangue, ferida por fora e morta por dentro, com o coração dilacerado pede socorro ao seu último filho, que diz:
- Mãe, seus brados de SOS atingirão os quatro cantos do mundo e seus filhos vão ouvir. Tenha fé em Deus que eles voltarão. Eles sofrem com o efeito do desprezo atribuído a você. Um dia seus filhos vão despertar e lhe trazer este valioso presente: Respeito e amor.
ANARKOMENTÁRIOS:
[[[[[
RAMONES, 7:39 PM ]]]]]